Na mensagem de Natal à cidade e ao mundo, novo apelo do Papa para que as vacinas sejam garantidas a todos

Há necessidade de fraternidade e esperança neste tempo de escuridão

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29 dezembro 2020

Há as “obscuridades” e “incertezas” do atual «momento histórico, marcado pela crise ecológica e por graves desequilíbrios económicos e sociais, agravados pela pandemia»; mas há também «várias luzes de esperança, como a descoberta das vacinas», na mensagem de Natal do Papa à cidade e ao mundo. Um momento um pouco menos tradicional do que de costume, dado que ao meio-dia de 25 de dezembro o Pontífice não assomou à varanda central da basílica do Vaticano — dado que não havia fiéis na praça de São Pedro por causa das normas anticoronavírus — mas falou da sala da Bênção, alcançando todos os recantos da terra através dos meios de comunicação social. E ao fazê-lo, reiterou a necessidade de fraternidade que os homens têm neste tempo, tornado ainda mais difícil devido à Covid-19: «não uma fraternidade feita de palavras, ideais abstratos», mas concreta, «capaz de encontrar o próximo».

Com efeito, para que a esperança do Natal ilumine o mundo, disse, não se pode deixar espaço a «nacionalismos fechados», nem «colocar as leis do mercado e das patentes acima» da saúde. Assim, apelou «aos líderes dos Estados, às empresas, aos organismos internacionais», chamados a promover a cooperação, para poder oferecer «vacinas a todos», especialmente aos «mais vulneráveis e necessitados».

Desviando o seu olhar para outras dificuldades sentidas pelos homens, o Papa falou dos doentes, dos desempregados, das mulheres que padecem violências domésticas, dos migrantes e, em particular, das crianças que sofrem; depois, enumerou os países e regiões vítimas de conflitos ou calamidades naturais: Médio Oriente, Mediterrâneo oriental, Nagorno-Karabakh, Ucrânia, África, América e  Ásia.

Na vigília, celebrando a missa da Noite, Francisco repetiu a “lição” sempre atual do «pobre presépio» de Belém: «O Filho de Deus nasceu descartado para nos dizer que cada descartado é filho de Deus».

Santa Missa da Noite de Natal

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