· Cidade do Vaticano ·

A porta do coração aberta aos refugiados

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28 dezembro 2021

No final da meditação dedicada ao Natal, ao saudar os vários grupos, entre os quais os de língua portuguesa, o Papa apelou ao acolhimento dos migrantes.

Durante a minha viagem a Chipre e à Grécia, pude experimentar mais uma vez a humanidade ferida dos refugiados e migrantes. Constatei também que só alguns países europeus estão a suportar a maior parte das consequências do fenómeno migratório na zona mediterrânea, quando na realidade exige uma responsabilidade partilhada por todos, da qual nenhum país se pode eximir, porque é um problema de humanidade.

Em particular, graças à generosa abertura das autoridades italianas, pude trazer para Roma um grupo de pessoas que conheci durante a minha viagem: hoje, alguns estão aqui entre nós. Bem-vindos! Ocupar-nos-emos deles, como Igreja, nos próximos meses. É um pequeno sinal, espero que sirva de estímulo para os outros países europeus, de modo a permitir que as realidades eclesiais locais se encarreguem de outros irmãos e irmãs que precisam urgentemente de ser recolocados, acompanhados, promovidos e integrados.

De facto, são muitas as Igrejas locais, as congregações religiosas e as organizações católicas que estão prontas para os acolher e acompanhar para uma fecunda integração. Serve apenas abrir uma porta, a porta do coração! Não deixemos de o fazer neste Natal!

Queridos fiéis de língua portuguesa, voltemos para casa guardando no coração este anseio formulado pelos anjos: paz na terra aos homens que Deus ama. Recordemo-nos sempre disto: não fomos nós que primeiramente amámos Deus, mas foi Ele que nos amou primeiro. É este o motivo da nossa alegria. Desejo a cada um de vós e respetiva família, Feliz e Santo Natal.