· Cidade do Vaticano ·

Chamados a servir não a procurar o poder

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28 setembro 2021

Os cargos de governo nas agregações laicais constituem «uma chamada a servir», não um instrumento para satisfazer «o desejo de poder», disse o Papa Francisco aos moderadores das associações de fiéis, dos movimentos eclesiais e das novas comunidades, que participaram num encontro promovido no Vaticano pelo Dicastério para os leigos, a família e a vida. Encontrando-se com eles na manhã de 16 de setembro, na sala do Sínodo, o Pontífice proferiu o seguinte discurso.

Saúdo cordialmente Sua Eminência o Cardeal Kevin Farrell e agradeço-lhe as palavras que me dirigiu. E obrigado a todos vós, por estardes presentes não obstante as dificuldades devidas à pandemia — e às vezes à “falta de bom humor” que talvez este decreto tenha semeado no coração de alguns! Mas em frente, juntos. Saúdo e agradeço também a quantos participam através de ligação em vídeo, muitos dos quais não puderam viajar por causa das restrições ainda em vigor em muitos países. Não sei como o Secretário conseguiu voltar do Brasil! Depois deverá explicar-me!

1. Eu quis estar aqui hoje, antes de mais, para vos agradecer! Obrigado pela vossa presença como leigos, homens e mulheres, jovens e idosos, comprometidos em viver e testemunhar o Evangelho nas realidades comuns da vida, no vosso trabalho, em muitos contextos diferentes, educativos, de compromisso social, e assim por diante, nas ruas, nos terminais ferroviários, ali estáveis todos vós: este é o vasto campo do vosso apostolado, é a vossa evangelização.

Devemos compreender que a evangelização é um mandato que advém do Batismo; Batismo que nos faz juntos sacerdotes, no sacerdócio de Cristo: o povo sacerdotal. E não devemos esperar que venha o sacerdote, o padre para evangelizar, o missionário... Sim, fazem-no muito bem, mas quem recebeu o Batismo tem a tarefa de evangelizar. Foi o que despertastes com os vossos movimentos, e isto é muito bom. Obrigado!

Nos últimos meses, vistes com os vossos olhos e tocastes com as mãos os sofrimentos e as angústias de numerosos homens e mulheres, devido à pandemia, sobretudo nos países mais pobres, onde muitos de vós estão presentes. Um de vós falou-me sobre isto. Muita pobreza, miséria... Penso em nós que, aqui no Vaticano, nos queixamos quando a refeição não está bem preparada, enquanto há pessoas que não têm o que comer. Estou-vos grato porque não parastes: não deixastes de levar a vossa solidariedade, a vossa ajuda, o testemunho evangélico, até nos meses mais difíceis, quando os contágios eram muito elevados. Apesar das restrições devidas às necessárias medidas de prevenção, não vos rendestes, mas, pelo contrário, sei que muitos de vós multiplicaram o próprio esforço, adaptando-se às situações concretas que estavam e estão a enfrentar, com aquela criatividade que provém do amor, pois quem se sente amado pelo Senhor, ama sem medida.

Este “sem medida” é o que se manifesta nestes momentos críticos. E vimos este “sem medida” também em muitas religiosas, em tantas consagradas, em numerosos sacerdotes e bispos. Penso num bispo que acabou por ser entubado, por estar sempre com o povo. Agora está a restabelecer-se lentamente. Vós e todo o povo de Deus estais comprometidos nisto, e vós estivestes lá. Nenhum de vós disse: “Não, não posso ir, porque o meu fundador pensa de outro modo”. Então, nada de fundador: aqui era o Evangelho que chamava, e todos partiram. Muito obrigado! Fostes testemunhas «daquela (abençoada) pertença comum, a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos» (Meditação em tempo de pandemia, 27 de março de 2020). Ou somos irmãos, ou inimigos! “Não, não! Afasto-me: ou irmãos ou inimigos”. Não há meia-medida.

2. Como membros de associações de fiéis, de movimentos eclesiais internacionais e de outras comunidades, desempenhais uma verdadeira missão eclesial. Com dedicação, procurais viver e fazer frutificar aqueles carismas que o Espírito Santo, através dos fundadores, confiou a todos os membros das vossas realidades agregativas, em benefício da Igreja e dos numerosos homens e mulheres a quem vos dedicais no apostolado. Penso especialmente naqueles que, encontrando-se nas periferias existenciais das nossas sociedades, experimentam na própria carne o abandono e a solidão, e padecem muitas necessidades materiais e formas de pobreza moral e espiritual. Fará bem a todos nós recordar diariamente não só a pobreza do próximo mas também, e sobretudo, a nossa.

Existe algo sobre Madre Teresa que me vem frequentemente ao pensamento. Sim, ela era religiosa, mas isto acontece a todos, quando estamos a caminho. Quando vamos rezar e não sentimos nada. Chamo-lhe, “ateísmo espiritual”, onde tudo é escuro, tudo parece dizer: “Falhei, este não é o caminho, esta é uma bonita ilusão!”. A tentação do ateísmo, quando chega durante a oração. A pobre Madre Teresa sofreu muito, porque é a vingança do diabo quando vamos ali, às periferias, onde Jesus está presente, exatamente onde Jesus nasceu. Preferimos um Evangelho sofisticado, um Evangelho destilado, mas não é Evangelho, o Evangelho é este. Obrigado! Fará bem a todos nós pensar nestas pobrezas.

Vós sois também, não obstante os limites e os pecados de todos os dias — graças a Deus somos pecadores e Deus concede-nos a graça de reconhecer os nossos pecados e inclusive a graça de pedir ou procurar um confessor: trata-se de uma grande graça, não a percais! — apesar destes limites, sois um sinal claro da vitalidade da Igreja: representais uma força missionária e uma presença profética que nos dá esperança para o futuro. Também vós, com os Pastores e com todos os outros fiéis leigos, tendes a responsabilidade de construir o futuro do santo povo fiel de Deus. Mas lembrai-vos sempre que construir o futuro não significa abandonar o presente que vivemos! Pelo contrário, o futuro deve ser preparado aqui e agora, “na cozinha”, aprendendo a ouvir e discernir o tempo presente com honestidade, coragem e a disponibilidade a um encontro constante com o Senhor, uma perene conversão pessoal. Caso contrário, corre-se o risco de viver num “mundo paralelo”, destilado, longe dos desafios reais da sociedade, da cultura e de todas as pessoas que vivem ao vosso lado e que aguardam o vosso testemunho cristão. Com efeito, pertencer a uma associação, a um movimento ou a uma comunidade, especialmente se se referem a um carisma, não nos deve fechar numa “zona de segurança”, fazer-nos sentir seguros, como se não houvesse necessidade de resposta alguma aos desafios e às mudanças. Todos nós, cristãos, estamos sempre a caminho, sempre em conversão, sempre em discernimento.

Muitas vezes encontramos os chamados “agentes pastorais”, quer sejam bispos, presbíteros, religiosas ou leigos comprometidos. Não gosto desta palavra: o leigo, ou está comprometido ou não está comprometido. Os leigos são ativos em algo. Mas encontramos alguns que confundem o caminho com uma excursão turística ou confundem o caminho com uma volta sempre ao redor de si mesmo, sem poder progredir. O caminho do Evangelho não é uma excursão turística. É um desafio: cada passo é um desafio, cada passo é uma chamada de Deus, cada passo é — como dizemos na nossa terra — “pôr carne na grelha”. Ir sempre em frente! Estejamos sempre a caminho, sempre em conversão, sempre em discernimento para cumprir a vontade de Deus.

Pensar que se é “a novidade” na Igreja — é uma tentação que muitas vezes ocorre com as novas congregações ou os novos movimentos — e, portanto, sem necessidade de mudanças, pode tornar-se uma falsa segurança. Até as novidades envelhecem rapidamente! Por isso, temos que aprofundar cada vez mais também o carisma a que pertencemos, refletindo sempre em conjunto para o encarnar nas novas situações em que vivemos. Para fazer isto, exige-se de nós grande docilidade e humildade, para reconhecer os nossos limites e aceitar mudar modos superados de agir e de pensar, ou métodos de apostolado que deixaram de ser eficazes, ou ainda formas de organização da vida interna que se revelaram inadequadas ou até perniciosas. Por exemplo, este é um dos serviços que sempre nos prestam os Capítulos Gerais. Quando não são bons [os modos e os métodos], devem ser revistos em assembleia.

Mas agora vamos ao ponto que esperáveis.

3. O Decreto As associações internacionais de fiéis, promulgado a 11 de junho deste ano, é um passo nessa direção. Mas será que este Decreto nos coloca na prisão? Tira-nos a liberdade? Não, este Decreto impele-nos a aceitar algumas mudanças e a preparar o futuro a partir do presente. Na origem deste Decreto não há uma certa teoria sobre a Igreja ou sobre associações laicais que se pretende aplicar ou impor. Não, não há! Foi a própria realidade das últimas décadas que nos demonstrou a necessidade das mudanças que o Decreto nos pede.

E digo-vos algo sobre esta experiência das últimas décadas do período pós-Concílio. Na Congregação para os religiosos estão a estudar as congregações religiosas, as associações que surgiram neste período. É curioso, é muito curioso! Muitas, tantas, com uma grande novidade, acabaram em situações muito difíceis: acabaram sob visita apostólica, acabaram em pecados torpes, comissariadas... E faz-se um estudo. Não sei se isto pode ser publicado, mas das bisbilhotices clericais vós sabeis melhor do que eu quais são estas situações. Há muitas, e não só as grandes, que conhecemos e que são escandalosas — o que fizeram para se sentir uma Igreja à parte, pareciam os redentores! — mas também as pequenas. Por exemplo, no meu país três delas já foram dissolvidas e todas porque acabaram nas situações mais indecorosas. Eram a salvação, não é verdade? Pareciam... Sempre com aquele fio [condutor] da rigidez disciplinar. Isto é importante! E isto levou-me... Esta realidade das últimas décadas mostrou-nos uma série de mudanças para ajudar, mudanças que o Decreto nos pede.

Hoje, portanto, precisamente a partir deste Decreto, refletis sobre um tema importante não só para cada um de vós, mas para toda a Igreja: «A responsabilidade de governo nas agregações laicais. Um serviço eclesial». Governar é servir. O exercício do governo no seio das associações e dos movimentos constitui um tema que aprecio de modo particular, especialmente considerando — o que eu disse antes — os casos de abuso de vários tipos que se verificaram inclusive nestas realidades e que encontram sempre a sua raiz no abuso de poder. Eis a origem: o abuso de poder. Não raro a Santa Sé, nestes anos, teve que intervir, iniciando difíceis processos de reabilitação. E penso não apenas nas situações tão desagradáveis, que fazem muito barulho; mas também nas doenças que derivam do enfraquecimento do carisma fundador, que se torna morno e perde a sua capacidade de atração.

4. As posições de governo que vos são confiadas nas agregações laicais a que pertenceis são apenas uma chamada a servir. Mas, para o cristão, que significa servir? Em várias ocasiões tive a oportunidade de indicar dois obstáculos que o cristão pode encontrar no seu caminho e que o impedem de se tornar um verdadeiro servidor de Deus e do próximo (cf. Meditação matutina em Santa Marta, 8 de novembro de 2016).

5. O primeiro é o “desejo de poder”: quando este desejo de poder te faz mudar a natureza do serviço de governo. Quantas vezes fizemos com que os outros sentissem o nosso “desejo de poder”? Jesus ensinou-nos que quem manda deve tornar-se como aquele que serve (cf. Lc 22, 24-26) e que «se alguém quiser ser o primeiro, seja o servo de todos» (Mc 9, 35). Ou seja, Jesus inverte os valores da mundanidade, do mundo.

O nosso desejo de poder exprime-se de muitos modos na vida da Igreja; por exemplo, quando pensamos, em virtude do papel que desempenhamos, que devemos tomar decisões sobre todos os aspetos da vida da nossa associação, da diocese, da paróquia, da congregação. Delegam-se aos outros tarefas e responsabilidades para determinados âmbitos, mas só teoricamente! Na prática, a delegação aos outros é esvaziada pela avidez de estar em toda a parte. E este desejo de poder anula todas as formas de subsidiariedade. Esta atitude é terrível e acaba por esvaziar da sua força o corpo eclesial. É um modo errado de “disciplinar”, como já vimos. Muitos — e penso nas congregações que conheço melhor — superiores, superiores-gerais que se eternizam no poder e fazem mil coisas para ser reeleitos e reeleitos, mudando até as constituições. E por detrás disto há um desejo de poder. Isto não ajuda; este é o início do fim de uma associação, de uma congregação.

Talvez alguém pense que este “desejo” não lhe diz respeito, que isto não acontece na sua associação. Tenhamos em mente que o Decreto As associações internacionais de fiéis não visa apenas algumas das realidades aqui presentes, mas todas, sem exceção. Todas! Não há melhores ou piores, perfeitos ou não: todas as realidades eclesiais são chamadas à conversão, a compreender e atuar o espírito que anima as disposições que o Decreto nos dá. Vêm-me à mente duas imagens sobre isto. Duas imagens históricas. Aquela religiosa que, ao entrar em Capítulo, dizia: “Se votardes em mim, farei isto...”. Compram o poder. E depois, um caso que me parece estranho, por exemplo, “o espírito do fundador desceu sobre mim”. Parece uma profecia de Isaías! “Deu-o a mim! Devo ir em frente sozinha ou sozinho, porque o fundador me deu o seu manto, como Elias a Eliseu. E vós, sim, fazei a votação, mas sou eu que comando”. E isto acontece! Não falo de fantasias. Isto acontece hoje na Igreja!

A experiência de estar próximo das vossas realidades ensinou que é benéfico e necessário prever uma rotação nos cargos de governo e uma representatividade de todos os membros nas vossas eleições. Até no contexto da vida consagrada existem institutos religiosos que, mantendo sempre as mesmas pessoas nas funções de governo, não prepararam o futuro; permitiram que se insinuassem abusos e agora passam por grandes dificuldades. Penso, não o conheceis, mas existe um instituto cuja líder se chamava Amabilia. O instituto acabou por se chamar “odiobilia” porque os membros se deram conta de que aquela mulher era um “Hitler” de hábito.

6. Além disso, há outro obstáculo ao verdadeiro serviço cristão, e este é muito subtil: a deslealdade. Encontramo-lo quando alguém quer servir o Senhor, mas serve também outras coisas que não são o Senhor (e por detrás de outras coisas, há sempre dinheiro). É um pouco como fazer jogo duplo! Com palavras dizemos que queremos servir a Deus e ao próximo, mas nas ações servimos o nosso ego e cedemos ao nosso desejo de aparecer, de obter reconhecimentos, apreços... Não esqueçamos que o verdadeiro serviço é gratuito e incondicional, não conhece cálculos nem pretensões. Além disso, o verdadeiro serviço habitualmente esquece o que fez para servir os outros. Acontece, todos fizestes a experiência, quando vos agradecem [e dizeis], “Porquê?”. — “Por aquilo que que fez...” — “Mas o que fiz?”... E depois vem à memória. É um serviço, ponto!

E caímos na armadilha da deslealdade quando nos apresentamos aos outros como os únicos intérpretes do carisma, os únicos herdeiros da nossa associação ou movimento — aquele caso que mencionei antes — ou quando, considerando-nos indispensáveis, fazemos de tudo para desempenhar cargos por toda a vida; ou ainda quando temos a pretensão de decidir a priori quem deve ser o nosso sucessor. Será que isto acontece? Sim, acontece! E com mais frequência do que pensamos. Ninguém é o senhor dos dons recebidos para o bem da Igreja — somos administradores — ninguém deve sufocá-los, mas deixá-los crescer, comigo ou com quem vier depois de mim. Cada um, onde é posto pelo Senhor, é chamado a fazê-los crescer, a fazê-los frutificar, confiante que é Deus quem opera tudo em todos (cf. 1 Cor 12, 6) e que o nosso verdadeiro bem dá frutos na comunhão eclesial.

7. Caros amigos, no desempenho do papel de governo que nos foi confiado, aprendamos a ser verdadeiros servidores do Senhor e dos irmãos, aprendamos a dizer «somos servos inúteis» (Lc 17, 10). Tenhamos presente esta expressão de humildade, de docilidade à vontade de Deus, que faz tanto bem à Igreja, evocando a atitude correta para trabalhar nela: o serviço humilde, do qual Jesus nos deu o exemplo, lavando os pés dos discípulos (cf. Jo 13, 3-17; Angelus, 6 de outubro de 2019).

8. O documento do Dicastério refere-se aos fundadores. Parece-me muito sábio. O fundador não deve ser mudado, continua, vai em frente. Simplificando um pouco, diria que devemos distinguir, nos movimentos eclesiais (e também nas congregações religiosas), entre aqueles que estão em processo de formação e os que já adquiriram uma certa estabilidade orgânica e jurídica. São duas realidades diferentes. Os primeiros, os institutos, têm o fundador ou a fundadora vivos.

Embora todos os institutos — quer sejam religiosos ou movimentos laicais — tenham o dever de averiguar, nas assembleias ou nos capítulos, o estado do carisma fundacional e fazer as mudanças necessárias nas próprias legislações (que depois serão aprovadas pelo respetivo Dicastério); ao contrário, nos institutos em formação — e digo em formação no sentido mais lato: os institutos que têm um fundador ainda vivo, e é por isso que o Decreto fala do fundador vitalício — que estão em fase fundacional, esta averiguação do carisma é, por assim dizer, mais contínua. Portanto, no documento fala-se de uma certa estabilidade dos superiores durante esta fase. É importante fazer tal distinção a fim de poder mover-se com mais liberdade no discernimento.

Somos membros vivos da Igreja e por isso devemos confiar no Espírito Santo, que age na vida de cada associação, de cada membro, atua em cada um de nós. Daqui deriva a confiança no discernimento dos carismas, confiado à autoridade da Igreja. Estai conscientes da força apostólica e do dom profético que hoje vos são confiados de maneira renovada.

Obrigado pela vossa escuta! E uma coisa: quando li o esboço do Decreto, que depois assinei — o primeiro esboço — pensei: “Mas é demasiado rígido! Falta-lhe vida, falta-lhe...”. Mas caros, esta é a linguagem do Direito Canónico! E aqui é uma questão de direito, uma questão de linguagem. Mas, como procurei fazer, devemos ver o que significa esta linguagem, o direito. Foi por isso que eu quis explicá-lo bem. E também explicar as tentações que estão por detrás, que vimos e que tanto prejudicam os movimentos e também os institutos religiosos e laicais.

Obrigado pela vossa escuta e obrigado ao Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, por ter organizado este encontro. Desejo a todos vós bom trabalho, bom caminho e boa reunião. Nele dizei de coração tudo o que quiserdes. Perguntai o que quiserdes, esclarecei as situações. Trata-se de um encontro para fazer isto, para fazer Igreja, para nós. E não vos esqueçais de rezar por mim, pois preciso disto. Não é fácil ser Papa, mas Deus ajuda. Deus ajuda sempre!