· Cidade do Vaticano ·

O drama do Afeganistão

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24 agosto 2021

Um soldado afegão morreu e outros três ficaram feridos na segunda-feira 23, após um tiroteio com um grupo armado nos arredores do aeroporto de Cabul, onde ainda se encontram aglomeradas centenas de pessoas que querem abandonar o país. Este é apenas o último episódio de um drama que decorre lentamente: a desintegração de um país, uma crise humanitária devastadora. Somente no domingo, no arco de 12 horas, cerca de 3.400 pessoas foram evacuadas da capital a bordo de 39 aviões da Otan e aproximadamente 1.700 pessoas a bordo de oito aviões da força aérea americana.

Tudo isto, enquanto na Europa continuam os debates sobre uma estratégia comum para enfrentar a nova onda de refugiados. Nos últimos dias, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan declarou repetidamente que o seu país não tenciona ocupar-se dos refugiados do Afeganistão, afirmando que «não quer tornar-se o depósito da Ue para os refugiados».

Mais uma vez, a Ue está dividida. O primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, declarou que «a Europa não abrirá corredores humanitários para os migrantes afegãos». Não permitiremos, disse, «que se repita o erro estratégico de 2015. Devemos ajudar unicamente as pessoas que nos assistiram durante a operação da Otan e os países que vigiam sobre a fronteira externa da Ue, para a proteger completamente». A resposta de Bruxelas foi imediata. O presidente do Parlamento da Ue, David Sassoli, afirmou: «Todos os países se sentem envolvidos nesta vicissitude afegã e certamente é preciso fazer um esforço de solidariedade neste sentido».