· Cidade do Vaticano ·

O trabalho da Comissão teológica instituída na perspetiva do próximo Sínodo dos bispos

Discernimento e corresponsabilidade

cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg
24 agosto 2021

A Comissão teológica, uma das quatro estabelecidas para apoiar os trabalhos da próxima assembleia sinodal, deu início à sua atividade. Será coordenada pelo bispo Luis Marín de San Martín — nomeado subsecretário do Sínodo dos bispos pelo Papa, em fevereiro passado — que num comunicado explicou as tarefas do organismo (que é coadjuvado por comissões semelhantes para a metodologia, espiritualidade e comunicação) e reiterou que a assembleia sinodal não será «um evento» mas «um processo»: portanto, como salientou repetidamente Francisco, não «um ato meramente administrativo ou estrutural», muito menos uma manifestação de «parlamentarismo» nem de «confronto ideológico». Pelo contrário, será uma experiência de «discernimento no Espírito Santo» e de «corresponsabilidade» da qual cada um — leigos e clérigos — será artífice e protagonista «segundo o próprio carisma». E «para percorrer este caminho — frisou o prelado — precisamos não só de uma mudança de mentalidade, mas também de uma mudança de coração. De uma conversão».

Segundo o subsecretário, o itinerário do Sínodo dedicado ao tema «Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão» — que terá início em outubro próximo e será dividido em três fases (diocesana, continental e universal) e que se concluirá em outubro de 2023 — é «sem dúvida um kairós, um tempo de Deus», o que requer uma dupla tarefa: por um lado, o bispo que participar deve realizar «um discernimento como pastor», ouvindo os seus fiéis e tendo particularmente em conta as periferias; por outro lado, há necessidade de encontrar formas sempre novas nas quais a sinodalidade do povo de Deus possa ser concretizada. Por sua vez, a Comissão teológica coordenada pelo bispo — composta por 25 membros de 19 países dos cinco continentes — compromete-se a trabalhar «no espírito de serviço e comunhão marcado pelo Concílio Vaticano ii », garantindo apoio teológico à Secretaria geral, revendo textos e documentos, apresentando propostas e partilhando material de aprofundamento.