· Cidade do Vaticano ·

Para D. António Moiteiro, Presidente da CEECDF considera a Carta Apostólica
um justo reconhecimento da missão do catequista

Papel central
na transmissão da fé

 Papel central na transmissão da fé  POR-020
18 maio 2021

D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), disse hoje que a publicação da Carta Apostólica, sob a forma de Motu Proprio Antiquum Ministerium, vem instituir, «de modo estável, o ministério de catequista» e é o reconhecimento do «papel central destes agentes na transmissão da fé».

«Sendo certo que os pais são os primeiros educadores não deixa de ser evidente o papel central que os catequistas ocuparam e ocupam na transmissão na fé dos mais novos».

O prelado considera que a Carta Apostólica, hoje apresentada no Vaticano, vem «instituir, de modo estável, o ministério de catequista» e destacá-los como «estrutura central da transmissão da fé nas comunidades crentes».

«É bom que a Igreja reconheça no ministério da palavra a vocação dos catequistas e que consigne este papel na vida das paróquias», precisa.

Para D. António Moiteiro a Carta Apostólica que institui o ministério de catequista «vem na linha do Vaticano II » e dos «vários pronunciamentos posteriores, desde o santo padre Paulo VI até ao Santo padre João Paulo II».

«Os vários pontífices têm deixado claro o papel central dos catequistas no processo de evangelização da Igreja. Este ministério de catequista lança as suas raízes na teologia e na eclesiologia do Concílio Vaticano ii, e alarga o ministério aos leigos. Já não temos a sua raiz apenas no sacramento da ordem, mas radica o batismo e na confirmação», considera.

Aguardando «as normas que por certo a Conferência Episcopal Portuguesa há-de emanar» o presidente da ceecdf defende «critérios formativos para o acesso ao ministério» e um «caráter estável para que ele seja instituído».

«Penso que nem todos os agentes de catequese estarão em condições de assumir o ministério de catequista. O Itinerário formativo que iniciámos recentemente, o «Ser Catequista» pode ser auxílio e suporte para ajudar a clarificar quais os critérios para o exercício do ministério de catequista», afirma.

Numa altura de profunda alteração do paradigma catequético em Portugal, com o aparecimento de um novo itinerário formativo para os catequistas, um projeto de catequese com adolescentes, e o trabalho em curso com vista a um novo itinerário para a catequese, D. António Moiteiro alegra-se por a Igreja em Portugal ter tido intuições de mudança que vão sendo confirmadas pela Igreja universal.

«Em boa hora iniciámos este processo de formação de catequistas e de alteração no modo de transmitir a fé. Esta metodologia querigmática vai sendo confirmado com as orientações da Igreja, com o pensamento do Papa e com as necessidades reais da catequese hoje», observa.