· Cidade do Vaticano ·

Uma viagem no sinal caridade, do amor e da fraternidade

O Iraque permanecerá sempre no meu coração

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09 março 2021

Caridade, amor e fraternidade: as palavras-chave da viagem ao Iraque — que se concluiu no final da manhã de 8 de março — foram propostas novamente pelo próprio Papa Francisco no habitual encontro com os jornalistas a bordo do avião que o trouxe de volta de Bagdad para Roma (que publicaremos na próxima edição). Durante a conversa, o Pontífice recordou alguns dos momentos salientes dos quatro dias passados no país, salientando em particular o significado da visita ao grão-aiatolá Al-Sistani, revelando que ficou profundamente impressionado com o emocionante testemunho de perdão e reconciliação da mãe que encontrou em Qaraqosh, que perdeu um filho e um neto num dos ataques do Ei em 2014. As palavras da mulher ressoaram na manhã de domingo, na igreja da Imaculada Conceição, durante um dos momentos mais intensos do terceiro dia da viagem, que começou com uma visita a Erbil — capital do Curdistão iraquiano, que se distingue por uma histórica presença cristã — e continuou com a oração pelas vítimas da guerra, prece presidida pelo Papa em Mossul. Dos destroços da praça Hosh al-Bieaa, ergueu-se mais uma vez o clamor de paz do Papa: em nome de Deus, disse, «não é lícito matar... fazer guerra... odiar os irmãos». Um clamor que se repetiu pouco depois também em Qaraqosh, com o convite à esperança, fundamentado na convicção de que «o terrorismo e a morte nunca têm a última palavra». No final do dia, a despedida do país após a celebração da santa missa, presidida no estádio de Erbil: «O Iraque permanecerá sempre comigo, no meu coração», assegurou Francisco aos fiéis presentes na eucaristia, confiando-lhes a tarefa de «trabalhar juntos, em unidade, por um porvir de paz e de prosperidade».