· Cidade do Vaticano ·

Encontro com o grão-aiatolá Al-Sistani

Colaboração e amizade
para um futuro de paz

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09 março 2021

A importância da colaboração e da amizade entre as comunidades religiosas — a fim de que, cultivando o respeito recíproco e o diálogo, se possa contribuir para o bem do Iraque, da região e de toda a humanidade — foi realçada pelo Papa durante a visita de cortesia ao grão-aiatolá Sayyid Ali Al-Husayni Al-Sistani, que teve lugar em Najaf na manhã de 6 de março, como deu a conhecer numa declaração o diretor da sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, frisando que o encontro durou cerca de quarenta e cinco minutos.

Nessa circunstância, Francisco agradeceu ao líder da comunidade xiita iraquiana porque, com esta última, perante a violência e as grandes dificuldades dos últimos anos, levantou a sua voz em defesa dos mais fracos e perseguidos, afirmando a sacralidade da vida humana e a importância da unidade do povo do Iraque.

Despedindo-se, o Pontífice renovou a sua oração a Deus, Criador de todos, por um porvir de paz e de fraternidade para a amada terra do Iraque, o Médio Oriente e o mundo inteiro.

Também o gabinete do grão-aiatolá divulgou uma declaração sobre o encontro referindo-se, entre outros, à história do país e ao interesse de que os cidadãos cristãos possam viver como todos os iraquianos, na paz e no respeito pelos direitos. O papel da fé em Deus e o compromisso a favor dos valores morais mais excelsos diante dos desafios que a humanidade enfrenta hoje foram centrais no diálogo, durante o qual Al-Sistani abordou temas como a pobreza, a perseguição religiosa e a falta de justiça social, particularmente em contextos de conflito e de deslocação de povos, dando prioridade à razão e à sabedoria e rejeitando a linguagem da guerra.

Entre outros comentários do mundo islâmico, também Mohammad Ali Abtahi, estreito colaborador do ex-presidente iraniano Khatami postou um tweet, recordando que o encontro entre Francisco e Al-Sistani «pode impedir a violência religiosa ou pelo menos criar um confim entre a autenticidade pacífica das religiões e a violência religiosa».