· Cidade do Vaticano ·

Dia da infância missionária

Crianças e jovens do mundo inteiro testemunhas entre os seus coetâneos

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12 janeiro 2021

Celebrado principalmente através dos meios de comunicação social, devido à Covid-19 que realmente torna impossível o encontro de muitas pessoas, o Dia da infância missionária a 6 de janeiro teve o testemunho como tema comum no mundo inteiro.

As crianças e os jovens que aderem a esta obra pontifícia — explica a secretária-geral, irmã Roberta Tremarelli, no site www.ppoomm.va — «ao longo do ano estão atentos a manter um coração aberto ao amor de Deus e às necessidades dos outros». Mas é particularmente na solenidade da Epifania que eles «têm a oportunidade de partilhar o seu compromisso na oração e na oferta». E uma vez que «devido à pandemia muitos Dias da infância missionária» não foram «celebrados a nível nacional com um encontro de todas as crianças e jovens, mas a nível paroquial e de grupo, a possibilidade de utilizar os meios de comunicação social» ofereceu «a oportunidade de ampliar a participação: por isso posso dizer — afirma a religiosa das servas missionárias do Santíssimo Sacramento — que apesar da dificuldade deste tempo temos a oportunidade de encontrar mais pessoas», embora apenas virtualmente. A este respeito, a secretária-geral cita um encontro digital na plataforma Zoom com crianças, jovens, animadores e diretores diocesanos, durante o qual um dos participantes perguntou: «Já rezamos todos os dias pelas crianças do mundo, de acordo com o carisma, mas como podemos realizar hoje a oferta de sacrifícios e a recolha material?». A sua preocupação era angariar e oferecer a contribuição pessoal, por menor que fosse, para ajudar as crianças do mundo. «Isto impressionou-me muito, confidenciou a irmã Tremarelli, porque demonstra que nestas crianças e jovens há realmente uma preocupação pelos outros coetâneos». Em suma, «envolver-se na Obra da infância e da adolescência missionária ajuda a abrir o coração e a ter os horizontes infinitos que Jesus indicou».

Protagonistas da evangelização em casa, na escola e nos ambientes que frequentam com os seus coetâneos, os pequenos discípulos missionários, graças à sua sensibilidade, envolvem necessariamente também as suas famílias. «Portanto, o primeiro lugar onde as crianças são testemunhas é precisamente a família», comenta a irmã Tremarelli, relançando o tema deste ano. «É um testemunho recíproco: os pais testemunham às crianças a sua fé e, ao mesmo tempo, as crianças e os jovens testemunham aos pais o seu compromisso de pensar nos outros, que vão para além da própria família, do seu bairro, do seu país». Afinal, conclui a secretária-geral, «“Sede minhas testemunhas” é o convite que Jesus dirige a cada batizado, independentemente da sua idade».