· Cidade do Vaticano ·

Os governos ouçam a voz dos cidadãos mas os protestos sejam pacíficos

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No Angelus o apelo de Francisco depois das manifestações populares das últimas semanas em várias partes do mundo

15 setembro 2020

E  expressou solidariedade aos refugiados de Lesbos e convidou à generosidade com a Terra Santa


Preocupado com «as numerosas manifestações populares de protesto», que nestas semanas em todo o mundo «expressam o crescente mal-estar da sociedade civil face a situações políticas e sociais de particular vulnerabilidade», no final do Angelus de 13 de setembro o Papa Francisco fez um duplo apelo a manifestantes e governantes: aos primeiros pediu que «façam presentes as suas instâncias de maneira pacífica, sem ceder à tentação da agressividade e da violência»; e a quantos «desempenham responsabilidades públicas» pediu que ouçam «a voz dos seus concidadãos» e vão ao «encontro das suas justas aspirações, garantindo o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades civis». Em seguida, o Pontífice indicou um terceiro interlocutor, ou seja, as comunidades eclesiais que vivem nesses contextos», convidando-as «a engajar-se a favor do diálogo e da reconciliação». O tema «do perdão e da reconciliação», esteve no centro da reflexão do bispo de Roma antes da prece mariana recitada da janela do estúdio particular do Palácio apostólico do Vaticano. Comentando o Evangelho do dia, o Papa refletiu sobre a parábola do rei misericordioso (Mateus 18, 21-35).

Por fim, saudando os vários grupos presentes, Francisco “voltou” com o pensamento a dois lugares que lhe são particularmente queridos. O primeiro é o campo de refugiados de Moria, na ilha grega de Lesbos, devastado por uma série de incêndios que deixaram «milhares de pessoas sem abrigo, mesmo precário». E precisamente recordando a sua visita de 16 de abril de 2016, expressou «solidariedade e proximidade a todas as vítimas». O segundo é a Terra Santa, pois «devido à situação de pandemia, este ano a tradicional Coleta» a ela dedicada «foi adiada de Sexta-feira Santa para hoje». Ela «é ainda mais um sinal de esperança e de solidária proximidade aos cristãos» da Terra Santa, explicou o Pontífice, exortando a realizar «uma peregrinação espiritual a Jerusalém» e a fazer «um gesto de generosidade por aquelas comunidades».