· Cidade do Vaticano ·

Para curar da carestia de esperança

cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg

Na solenidade de Pentecostes o Pontífice celebrou a missa em São Pedro e recitou o Regina caeli da janela do Estúdio particular

02 junho 2020

Neste tempo de recuperação após a fase mais aguda da pandemia «encontramo-nos na fome de esperança e precisamos de apreciar o dom da vida, o dom que cada um de nós é», disse o Papa Francisco  durante a missa de Pentecostes, celebrada na manhã de domingo, 31 de maio, no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro. «Pior do que esta crise, há só o drama de a desperdiçar, fechando-nos em nós mesmos», advertiu o Pontífice, exortando-nos a invocar o Espírito Santo para libertar os nossos corações «da paralisia do egoísmo» e acender em cada um «o desejo de servir» e «fazer o bem». Por isso invocou: «Vinde, Espírito Santo: Vós que sois a harmonia, fazei de nós construtores de unidade; Vós que sempre vos doais, dai-nos a coragem de sair de nós mesmos, de nos amar e ajudar uns aos outros, de nos tornarmos uma só família».Também no Regina caeli — que o Papa voltou a recitar da janela do Estúdio particular  do Palácio Apostólico do Vaticano, na presença de numerosos fiéis reunidos na Praça de São Pedro a uma rigorosa distância de segurança — ressoou o convite a confiar à intercessão do Paráclito a unidade da Igreja, «uma comunidade reconciliada e pronta para a missão». No final da antífona mariana, Francisco recordou o Sínodo dos Bispos para a Amazónia, que se concluiu há sete meses, e pediu aos fiéis que rezassem por aquela região.