· Cidade do Vaticano ·

Recitação do rosário nos Jardins do Vaticano em ligação com os santuários mundo

Mãe do Divino Amor livra-nos de todos os perigos

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02 junho 2020

No final da tarde de sábado, 31 de maio, vigília do domingo de Pentecostes, o Santo Padre presidiu à recitação do Santo Rosário da Gruta de Lurdes  nos Jardins do Vaticano. Uniram-se ao Papa Francisco, nesse momento de oração transmitido em mundovisão, os Santuários marianos. As contas do Rosário foram recitadas por algumas mulheres e homens em representação de várias categorias de pessoas particularmente atingidas pela emergência causada pela Covid-19. Um médico e uma enfermeira, uma pessoa que se curou e outra que perdeu um familiar, um sacerdote capelão hospitalar, uma religiosa enfermeira, uma farmacêutica, uma jornalista, um voluntário da Proteção Civil e uma jovem família à qual, precisamente neste período, nasceu um filho. O Papa introduziu o Rosário com a seguinte prece.

Ó Maria,

Tu resplandeces sempre no nosso caminho

como um sinal de salvação e de esperança.

Confiamo-nos a ti, Saúde dos enfermos,

que permaneceste, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus,

mantendo firme a tua fé.

Tu, Salvação do povo romano,

sabes do que precisamos

e temos a certeza de que no-lo providenciarás

para que, como em Caná da Galileia,

possam voltar a alegria e a festa

depois desta provação.

Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor,

a conformar-nos com a vontade do Pai

e a fazer aquilo que nos disser Jesus,

que assumiu sobre si as nossas enfermidades

e carregou as nossas dores

para nos levar, através da cruz,

à alegria da ressurreição. Amém!

À tua proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;

não desprezes as nossas súplicas na hora da provação

mas livra-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

Após a oração do Terço, o Santo Padre recitou a seguinte oração a Maria.

À tua proteção recorremos, Santa Mãe de Deus.

Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a ti, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a tua proteção.

Ó Virgem Maria, volve para nós o teu olhar misericordioso nesta pandemia do coronavírus e conforta quantos se sentem perdidos e choram os seus familiares mortos e, por vezes, sepultados de uma maneira que fere a alma. Sustenta aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infunde confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcança-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura provação termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervém junto do teu Divino Filho, pedindo-lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.

Protege os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde e os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda, arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanha a sua fadiga heroica e dá-lhes força, bondade e saúde.

Permanece junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, ilumina as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.

Assiste os responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima toca as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, ao contrário, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes deste género no futuro.

Mãe amadíssima, faz crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e a inúmeras situações de miséria. Encoraja a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraça todos os teus filhos atribulados e alcança-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.

Confiamo-nos a ti, que resplandeces sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém!