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Vocação é obediência ao amor de Deus

· Angelus de domingo 27 de Junho com os fiéis na Praça de São Pedro ·

«Quem renuncia a tudo para seguir Jesus entra numa nova dimensão da liberdade, que São Paulo define caminhar segundo o Espírito». Disse o Papa no Angelus recitado na Praça de São Pedro ao meio-dia de domingo, 27 de Junho.

Queridos irmãos e irmãs!

As leituras bíblicas da santa Missa deste domingo deram-me a oportunidade de retomar o tema da chamada de Cristo e das suas exigências, tema sobre o qual me detive também há uma semana, por ocasião das Ordenações dos novos presbíteros da Diocese de Roma. De facto, quem tem o privilégio de conhecer um jovem ou uma moça que deixa a família de origem, os estudos ou o trabalho para se consagrar a Deus, sabe bem do que se trata, porque tem diante de si um exemplo vivo de resposta radical à vocação divina. Esta é uma das experiências mais bonitas que se fazem na Igreja: ver, sentir a acção do Senhor na vida das pessoas; experimentar que Deus não é uma entidade abstracta, mas uma Realidade tão grande e forte que enche de modo superabundante o coração do homem, uma Pessoa viva e próxima, que nos chama e pede para ser amada.

O evangelista Lucas apresenta-nos Jesus que, no seu caminho rumo a Jerusalém, encontra alguns homens, provavelmente jovens, os quais prometem segui-lo onde quer que ele vá. Ele mostrou-se muito exigente com eles, admoestando-os que «o Filho do homem – isto é Ele, o Messias – não tem onde repousar a cabeça», ou seja não tem uma habitação sua estável, e que quem escolhe trabalhar com Ele na vinha do Senhor jamais poderá arrepender-se (cf. Lc 9, 57-58.61-62). A outro jovem o próprio Cristo diz: «Segue-Me», pedindo-lhe um desapego total dos vínculos familiares (cf. Lc 9, 59-60). Estas exigências podem parecer demasiado severas, mas na realidade expressam a novidade e a prioridade absoluta do Reino de Deus que se torna presente na própria Pessoa de Jesus Cristo. Em última análise, trata-se daquela radicalidade que é devida ao Amor de Deus, ao qual Jesus é o primeiro que obedece. Quem renuncia a tudo, até a si mesmo, para seguir Jesus, entra numa nova dimensão da liberdade, que São Paulo define «caminhar segundo o Espírito» (cf. Gl 5, 16). «Cristo libertou-nos para a liberdade!» – escreve o Apóstolo – e explica que esta nova forma de liberdade que nos foi conquistada por Cristo consiste em estar «ao serviço uns dos outros» (Gl 5, 1-13). Liberdade e amor coincidem! Ao contrário, obedecer ao próprio egoísmo leva a rivalidades e conflitos.

Queridos amigos, está para terminar o mês de Junho, caracterizado pela devoção ao Sagrado Coração de Cristo. Precisamente na festa do Sagrado Coração renovámos com os sacerdotes do mundo inteiro o nosso compromisso de santificação. Hoje, gostaria de convidar todos a contemplar o mistério do Coração divino-humano do Senhor Jesus, para haurir da própria fonte do Amor de Deus. Quem fixa o olhar naquele Coração trespassado e sempre aberto por amor a nós, sente a verdade desta invocação: «És tu, Senhor, o meu único bem» (Salmo resp.), e está pronto a deixar tudo para seguir o Senhor. Ó Maria, que correspondeste sem reservas à chamada divina, reza por nós!

No final da alocução mariana, antes de saudar em várias línguas os fiéis, o Papa recordou a beatificação no Líbano de Estêvão Nehmé.

Esta manhã, no Líbano, foi proclamado beato Estéphan Nehmé, no século Joseph, religioso da Ordem Maronita Libanesa, que viveu no Líbano entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX. Alegro-me de coração com os irmãos e as irmãs libanesas, e confio-os com grande afecto à protecção do novo Beato.

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Praça De São Pedro

23 de Setembro de 2019

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