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Visages de Marie

· O ensaio ·

Algumas vezes é um pesado mas quente pano castanho (como em uma ícone russa dedicada à Virgem da ternura), outras vezes um sucinto véu quase transparente que lhe ilumina o rosto (Sandro Botticelli). Às vezes torna-se um manto tão comprido que a envolve completamente da cabeça aos pés, um manto que varia do vermelho aceso (Rogier van der Weyden) ao cor de rosa pérola (Beato Angélico), do branco cândido (miniatura do século XI) ao clássico azul (Simone Martini). Por vezes, estica-se até emoldurar também o filho recém nascido (Melchiore Broederlam) ou o corpo de Jesus deposto da cruz (Jean Fouquet). Mas o véu de Maria revela-se, para a eternidade, um tecido capaz de transformar-se em coroa (Enguerrand Quarton). São estes somente alguns dos tantos rostos da Nossa Senhora narrada por Jean Vanier no livro iconográfico Visages de Marie (Mame, 2001), no qual a história da Virgem é representada nos seus tempos. O tempo da espera, o tempo da alegria, o tempo da separação, o tempo da glória: entre arte e literatura, o canto de Vanier saúda Maria. E a graça do seu véu.

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12 de Novembro de 2019

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