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A viagem fez-me bem

· Concluída a visita do Papa ao Myanmar e Bangladesh ·

«Tantos rostos provados pela vida, mas nobres e sorridentes», permaneceram «no coração e na oração» do Papa Francisco depois da visita ao Myanmar e Bangladesh, confidenciou ele mesmo durante o Angelus recitado ao meio-dia de domingo 3 de dezembro, no dia seguinte à conclusão da viagem.

Tendo regressado na noite de sábado 2, durante o habitual encontro com os jornalistas a bordo do avião em voo de Daca para Roma o Pontífice traçou um primeiro balanço dos dias passados na Ásia.

Se excetuarmos uma referência à questão dos arsenais nucleares – sobre a qual o Papa evocou o espetro da «destruição da humanidade» exortando a interrogar-se sobre o «limite» da corrida aos armamentos – todas as perguntas foram centradas nos aspetos mais significativos da visita. Começando pelo encontro de sexta-feira 1 com os rohingyas, que Francisco evocou com comoção, esclarecendo que a escolha de não os nomear expressamente durante a etapa no Myanmar foi ditada pela vontade de não fechar imediatamente a porta do diálogo. Ao contrário, o que moveu o Pontífice foi a intenção de fazer chegar «a mensagem» aos seus destinatários sem «fechar a porta na cara publicamente». Assim, explicou, «descrevi as situações, os direitos de cidadania, «sem excluir ninguém», para me ser permitido ir mais além nos colóquios privados». E no final, confidenciou, «fiquei muito satisfeito com os colóquios que pude ter», porque «tive a satisfação de dialogar, de fazer falar o outro, de dizer o que pensava e, assim, a mensagem chegou». O Papa falou também do encontro que teve no início da viagem com o general Min Aung Hlaing, revelando que durante a conversa não houve “negociação” alguma da verdade e que «também neste caso a mensagem chegou».

Quanto ao Bangladesh, Francisco reafirmou a escolha das autoridades de apostar tudo na educação para contrastar as dramáticas consequências de uma globalização que penaliza as faixas mais pobres da população. Por fim, o Pontífice referiu-se a outras duas possíveis viagens ao continente asiático: a Índia, onde espera ir em 2018 e a China. A propósito desta última, o Papa afirmou que «não está em preparação» mas admitiu: «Gostaria, não o escondo».

Conferência de imprensa do Papa 

Angelus dominical 

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22 de Agosto de 2019

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