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Viagem de unidade e fraternidade

· O Papa Francisco no Egito e numa mensagem à Pontifícia academia das ciências sociais indicou um novo princípio regulador da ordem económica ·

«Uma viagem de unidade e fraternidade», definiu o próprio Pontífice a sua visita ao Egito, iniciada no dia 28 de abril. Saudando os jornalistas a bordo do avião em voo para o Cairo, onde chegou no início da tarde, o Santo Padre frisou a peculiaridade da viagem, a convite de quatro personalidades políticas e religiosas do país (o presidente da República, o patriarca copta ortodoxo, o patriarca católico de Alexandria dos coptas e o grão-imame de Al-Azhar) e portanto acompanhada por «uma expetativa especial». Uma visita que durará «menos de dois dias», mas será cadenciada por um programa «bastante intenso». Por isso, o Papa agradeceu aos jornalistas do séquito, chamados a um exige «trabalho para ajudar muitos a entender a viagem, a saber o que se fez e do que se falou».

Francisco partiu do aeroporto de Roma-Ciampino e chegou ao Cairo no início da tarde; após as boas-vindas, foi ao palácio presidencial onde tiveram lugar a receção oficial e a visita ao presidente Abdel Fattah Al Sisi. Depois, transferiu-se para a sede de Al-Azhar, onde teve lugar o momento central do primeiro dia da viagem: o encontro com os participantes na conferência internacional sobre a paz, aos quais o Papa dirigiu um discurso após o diálogo particular com o grão-imame. Em seguida, saudou as autoridades políticas e diplomáticas do país e visitou o patriarcado copta ortodoxo para se encontrar Teodoro II com o qual, na igreja de São Pedro Al Boutrosiyya, participou numa prece ecuménica na presença de representantes de outras confissões cristãs.

O tema da fraternidade, um dos motivos centrais da viagem ao Egito, esteve também no centro da mensagem que o Pontífice enviou aos participantes na plenária da Pontifícia academia das ciências sociais, reunidos para refletir sobre a «integração» numa «sociedade participativa». Declinado em chave essencialmente social, o conceito de fraternidade deve ser considerado, segundo o Papa, o autêntico «princípio regulador da ordem económica», pois representa «o complemento e a exaltação» do princípio de solidariedade, porque enquanto esta «permite aos desiguais tornar-se iguais», a fraternidade «permite aos iguais ser pessoas diferentes». Eis a razão pela qual «uma sociedade participativa não se pode contentar com o horizonte da pura solidariedade e do assistencialismo».

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15 de Outubro de 2019

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