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A verdade não se dá com palavras mas com a vida

· ​Na audiência geral o Papa falou do oitavo mandamento ·

Dizer a verdade e agir com a verdade: porque ela não se dá com palavras mas com o testemunho de vida. Este é o significado mais autêntico do oitavo mandamento, “não levantarás falso testemunho contra o teu próximo”, explicadopelo Papa Francisco na audiência geral de quarta-feira, 14 de novembro, na praça de São Pedro.

Dando continuidade às catequeses sobre o Decálogo o Pontífice inspirou-se no trecho do Evangelho de Mateus (5, 14-16) e como de costume enriqueceu o texto preparado com considerações improvisadas para indicar «um bom modo» de ser cristão: isto é, «viver como filho de Deus, que nunca desmente a si mesmo» e «nunca diz mentiras».

Francisco começou pelo pressuposto que «viver de comunicações não autênticas é grave porque impede as relações e, por conseguinte impede o amor». De facto, «onde há mentira não há amor». E quando se fala «de comunicação entre as pessoas» – explicou – é preciso fazer referência não só às palavras, mas também aos gestos, às atitudes e até aos silêncios e ausências. Uma pessoa, esclareceu o Papa, «fala com tudo o que é e o que faz. Todos estamos em comunicação, sempre» e «estamos continuamente em equilíbrio entre a verdade e a mentira».

Consequentemente pode não bastar «ser sincero» ou «exato»: dado que «pode estar sinceramente em erro, ou ser exato no detalhe mas não compreender o sentido do conjunto». A ponto que se tende até a justificar a revelação de factos pessoais ou reservados. «Quantos mexericos – repetiu com amargura o Pontífice – destroem a comunhão devido à inoportunidade ou falta de delicadeza! Aliás, os mexericos matam, já o apóstolo Tiago o disse», pois «a língua mata como uma facada».

Eis a advertência a estar «atentos!» pois «um mexeriqueiro ou uma mexeriqueira é um terrorista», que «com a língua lança a bomba e vai embora tranquilo, mas o que diz destrói a fama dos outros». Eis por que a oitava palavra dos mandamentos contém implicitamente uma exortação a questionarmo-nos – concluiu o Pontífice – se «sou uma testemunha da verdade ou mais ou menos um mentiroso disfarçado de verdadeiro».

Audiência geral de quarta-feira

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14 de Outubro de 2019

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