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Unidos contra o delírio sanguinário

· Muçulmanos e cristãos do Egipto condenam o assassínio dos vinte e um fiéis coptas na Líbia ·

Uma barbárie que chocou não só a comunidade cristã egípcia: de facto, também as mais altas autoridades muçulmanas condenaram com vigor a decapitação dos vinte e um cristãos coptas egípcios, mantidos por semanas como reféns dos jihadistas líbios afiliados ao chamado Estado islâmico, cujo vídeo, com as imagens da execução, foi difundido na rede ontem, domingo.

A reacção da universidade de Al Azhar, máximo centro teológico do islão sunita, foi imediata, definindo tais execuções «barbáries». Enérgica também a reacção do grão-mufti do Egipto, Shawqi Allam, a mais alta autoridade islâmica do país, o qual, apresentando os seus pêsames às famílias das vítimas, disse que «os assassinos merecem a maldição de Allah», pedindo além disso às nações árabes e à comunidade internacional que contrastem seriamente estes criminosos.

Da parte católica, o patriarca de Alexandria dos Coptas, Ibrahim Isaac Sedrak, numa declaração difundida pela agência Fides, convida a ver a trágica morte dos irmãos coptas ortodoxos – definidos como «mártires que deram a vida em razão da sua fé» – com um olhar iluminado pela religião, enquanto considera relevante o facto que, diante da barbárie sanguinária dos jihadistas, se verifique em todo o país um movimento de reacção unitária. «Este acontecimento trágico – comentou do patriarcado o padre Hani Bakhoum Kiroulos – está a unir todo o país, cristãos e muçulmanos. Se pretendiam dividir-nos, o seu projecto faliu».

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20 de Setembro de 2019

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