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A unidade? Não a deixemos aos ditadores

· Em diálogo com o cardeal Koch ·

Há o encontro, há a oração, há o sofrimento. Ainda falta o consenso. Assim o Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos, descreve o estado de saúde do ecumenismo. Nesta entrevista ao nosso jornal, na conclusão da semana de oração pela unidade, o purpurado frisa os progressos do ecumenismo da caridade, do ecumenismo espiritual e do ecumenismo do sofrimento, recordando quanto ainda falta fazer no âmbito do diálogo teológico.

O Papa Francisco reafirmou várias vezes que a unidade dos cristãos deve ser «uma prioridade» para a Igreja. Como responder a este convite?

Esta é a indicação do Vaticano II e é a convicção de todos os Papas do pós-Concílio, em particular de João Paulo II, de Bento XVI e agora de Francisco. O qual confirma que ainda hoje, à distância de cinquenta anos do decreto conciliar Unitatis redintegratio, o ecumenismo é de importância primordial para a Igreja. Da nossa parte, continuaremos a levar em frente os quinze diversos diálogos iniciados para reencontrar a unidade com todas as Igrejas e comunidades eclesiais.

O Pontífice recorda com frequência que o diálogo não pode prescindir do encontro pessoal. Quanto incide esta dimensão na vossa actividade?

No movimento ecuménico faz-se distinção entre o ecumenismo da caridade e o da verdade. O segundo representa o diálogo teológico necessário para aprofundar todas as questões que dividiram as Igrejas e serve para reencontrar um consenso sobre as verdades da fé. O diálogo fraterno baseado na caridade é a busca da proximidade de todas as realidades eclesiais e é o fundamento de todo o ecumenismo. Sem este diálogo da caridade não podemos manter um diálogo sobre a verdade.

Nicola Gori

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20 de Outubro de 2019

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