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Uma voz para as grandes perguntas

· A contribuição de Bento XVI para a reflexão ética sobre a economia ·

Hoje, segunda-feira 11 de Junho, tem início em Bydgoszcz, na Polónia, a sua actividade o Centro universitário de estudos do pensamento de Joseph Ratzinger-Bento XVI. E começa com uma reflexão sobre o valor máximo, que se torna também forma de qualquer virtude, ou seja, o ágape, a caritas, aquela «força extraordinária (…) que estimula as pessoas a comprometerem-se com coragem e generosidade no âmbito da justiça e da paz» ( Caritas in veritate , 1).

Se a Igreja enfrenta de modo sistemático o tema social e económico (como fez a partir da Rerum novarum de Leão XIII) não o faz porque tem uma competência específica de carácter económico, mas sim porque é «perita em humanidade», como gostava de dizer Paulo VI. A Igreja não teme oferecer a própria voz às grandes perguntas do homem, que dizem respeito à sua verdade e ao seu futuro. E entre elas encontra-se também a pergunta sobre a economia. Trata-se de reconhecer que a doutrina social da Igreja não é «uma teoria moral ulterior em relação às muitas já disponíveis em literatura, mas é como que uma “gramática comum” a todas estas enquanto fundada sobre um específico ponto de vista, o de se ocupar do bem humano» (Tarcisio Bertone, L'Etica del bene comune nella dottrina sociale della Chiesa, 2008).

Existe um vínculo decisivo entre economia, ética, política, filosofia e religião. «Sobre este tema a doutrina social da Igreja pode dar uma contribuição  específica, que se funda na criação do homem “à imagem de Deus” ( Gn 1, 27), um dado no qual tem origem a dignidade inviolável da pessoa humana, assim como o transcendente valor das normas naturais. Uma ética económica que prescindisse destes dois pilares arriscaria (…) tornar-se funcional aos sistemas económico-financeiros existentes, em vez de ser correctiva das suas disfunções» ( Caritas in veritate , 45).

Dignidade do homem e normas éticas naturais, à luz de fé e razão, são os dois «faróis» que, no magistério social e, mais em geral, no pensamento de Bento XVI iluminam a via-mestra para um correcto agir no complexo mundo moderno, oferecendo uma esperança fiável ao homem contemporâneo, evitando o risco que «o sal se torne insípido e a luz seja mantida escondida» (carta apostólica Porta fidei, 3).

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23 de Setembro de 2019

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