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Uma visita especial

Um hóspede especial para o aniversário de um jornal singular. O diário da Santa Sé festejou o sesquicentenário de fundação, recebendo a visita do seu Editor. Não acontecia desde há vinte anos. E a da manhã de terça-feira, 5 de Julho, para Joseph Ratzinger foi a primeira vez como Pontífice na sede de «L’Osservatore Romano».

O encontro, que durou cerca de uma hora, aconteceu na dupla celebração dos 150 anos do diário, que saiu pela primeira vez a 1 de Julho de 1861, e do sexagésimo aniversário de sacerdócio de Bento XVI , ordenado em Frisinga a 29 de Junho de 1951.

O Papa Ratzinger é o quinto Pontífice que visita a sede do jornal situada na Via del Pellegrino, depois de Pio XI (1930), João XXIII (1959), Paulo VI (1963) e João Paulo II que o fez por duas vezes (1979 e 1991).

O Pontífice foi acolhido à entrada da sede pelo cardeal Tarcisio Bertone, seu secretário de Estado, pelo nosso director e pelo vice-director Carlo Di Cicco. De elevador subiu ao terceiro andar onde estavam reunidos todos os componentes da comunidade de trabalho – redacção do quotidiano, edições semanais, correctores de provas, serviço gráfico e técnico, administração e secretaria — o Papa saudou cada um dos funcionários que lhe foram apresentados pelo director, começando pelo redactor-chefe, pelo redactor gráfico e pelo secretário de redacção. No total, uma centena de pessoas de quinze nacionalidades. Além do número maioritário da edição diária de língua italiana, nas edições semanais em língua francesa, inglesa, espanhola, portuguesa e alemã e na mensal em polaco desempenham o seu serviço homens e mulheres provenientes de quatro continentes: Europa, Américas, África — representada por Cabo Verde — e até da Oceânia, com duas jovens originárias da Austrália.

Foi depois mostrada a Bento XVI num monitor a «confecção» do jornal: o chefe-redactor gráfico ilustrou as várias fases da paginação que precedem a impressão. Depois da saudação que lhe foi dirigida pelo director, o Pontífice pronunciou o seu discurso e concedeu a bênção.

Em seguida o Papa desceu ao segundo andar, ao escritório do director, onde «L’Osservatore Romano» ofereceu a Opera omnia de santo Agostinho na edição clássica cuidada por Armand-Benjamin Caillau (1794-1850). A obra — 42 volumes em oitavo, publicados em Paris entre 1836 e 1840, mais um índice publicado em 1842 — faz parte da colectio selecta de textos patrísticos que o eclesiástico francês realizou entre 1829 e 1842, imprimindo 132 volumes primeiros (Migne). A cópia oferecida ao Papa pertencia ao cónego Agostino Zaboglio, reitor do seminário de Como no segundo decénio do século XX, e sucessivamente entrou em posse de Pe. Virgilio Levi, vice-director de «L’Osservatore Romano», que com a sua morte deixou em doação à biblioteca do Jornal. Por singular coincidência a obra foi reencontrada numa prateleira pelo director precisamente a 1 de Julho passado, data do sesquicentenário.

Foram oferecidas também ao Pontífice a primeira cópia do número especial realizado para a histórica celebração, as edições em sete línguas (italiano, francês, inglês, espanhol, português, alemão e polaco) da publicação realizada por ocasião da beatificação de João Paulo II (1 de maio de 2011); uma cópia do volume «singolarissimo giornale» editado por Alemandi (...) e cuidado pela Embaixada de Itália junto da Santa Sé e pelo nosso director; e uma cópia do volume Tempo di Dio, tempo della Chiesa. L’Anno liturgico bizantino de Manuel Nin. Todas estas iniciativas fazem parte do sesquicentenário.

Antes de se despedir, o Papa assinou o livro dos hóspedes em recordação da visita.

Edição em papel

 

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13 de Novembro de 2019

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