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Uma viagem nova

· Durante o voo de regresso de Manila o secretário de Estado traça um primeiro balanço da visita papal à Ásia ·

A prenda mais original para o sexagésimo aniversário do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, foi-lhe feita pelo Santo Padre, quando na catedral de Palo, na ilha de Leyte devastada pelo furacão Yolanda, convidou os presentes, sobretudo sacerdotes, religiosos e religiosas a entoar o Happy birthday.

Além da afectuosa homenagem do Pontífice, o que mais o comoveu nas Filipinas?

Sobretudo a constatação de que foi uma viagem em certos aspectos nova, diversa, pelo menos em relação às que tive a graça e a alegria de acompanhar o Papa Francisco a partir da Terra Santa em Maio de 2014, pelas multidões imensas de fiéis quer no Sri Lanka quer nas Filipinas, em Manila, em Tacloban, em Palo, nas celebrações, e ao longo das estradas. O aspecto mais bonito e comovedor, para mim, foi ver a participação coral deste povo, o seu sentido de pertença à Igreja católica, a devoção e o amor ao Papa. De resto, Francisco pretendeu realizar a viagem às Filipinas sob o sinal dos pobres. Por meu lado nunca poderei esquecer o que vi em Tacloban e Palo. Uma fé que me enriqueceu, confortou e encorajou.

Ao contrário, foi diversa a panorâmica na parte inicial da viagem, no Sri Lanka?

Certamente o contexto era diferente, considerando, entre outras coisas, que os católicos no Sri Lanka constituem pouco mais de 6 por cento da população, mas as duas etapas tiveram, por assim dizer, um denominador comum, ou seja, o testemunho de proximidade da Igreja e do Papa a situações de sofrimento. Na «pérola do oceano Índico», como é chamado o Sri Lanka, ainda estão abertas as feridas da guerra civil. Em simultâneo com a reconstrução material, já iniciada, há necessidade de uma reconciliação profunda. Uma reconciliação que passa necessariamente pelos caminhos da verdade, da justiça, do perdão e do amor. Para ela a Igreja pode oferecer uma contribuição determinante.

Contudo em todas as partes do mundo o nome de Deus continua a ser instrumentalizado.

O Papa Francisco foi muito firme na condenação do terrorismo e da manipulação da religião para fins de violência. Sobre este ponto não pode haver incertezas ou ambiguidades. Há quem não concorda sobre uma abordagem inspirada no diálogo – obviamente um diálogo não ingénuo - e considera mais eficaz adoptar atitudes mais agressivas. Mas o Papa é muito claro: para combater o fundamentalismo e as suas derivas é preciso dialogar, abrir-se uns aos outros, encontrar-se.

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17 de Setembro de 2019

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