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Uma singular sexta-feira
da misericórdia

· Em diálogo com o arcebispo Fisichella sobre a viagem do Papa à Polónia ·

A prece silenciosa em Auschwitz-Birkenau, a visita aos doentes no hospital pediátrico de Cracóvia, a Via-Sacra da jmj com os jovens iraquianos e com quantos vivem particulares situações de dificuldade.

Para o arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício conselho para a promoção da nova evangelização, existe um único fio condutor que une estes três momentos vividos pelo Papa no dia 29 de julho durante a sua última viagem, a tal ponto que a do Pontífice pode ser considerada «plenamente» a etapa de julho das chamadas «sextas-feiras da misericórdia”, como explica nesta entrevista a L’Osservatore Romano, na qual fala também das catequeses por ele dirigidas aos jovens italianos durante a jmj de Cracóvia.

Para o dicastério encarregado da animação pastoral e da organização dos eventos do jubileu, o que representa o dia vivido pelo Papa a 29 de julho?

Olhando para o que Francisco fez, sem dúvida podemos definir este dia uma das «sextas-feiras da misericórdia» que ele promove mensalmente ao longo deste ano santo extraordinário. E gostaria de acrescentar que em tal circunstância o Papa a viveu de modo ainda mais significativo. Sim, acho que o silêncio em Auschwitz, a sua oração sem palavras, o seu desejo de passar um pouco de tempo com as crianças doentes e com os jovens iraquianos e necessitados presentes na Via-Sacra, são plenamente obras de misericórdia. Não esqueçamos que rezar pelos defuntos é uma obra de misericórdia espiritual, e visitar os doentes é uma obra de misericórdia corporal. Portanto diria que, não obstante no plano organizacional tivéssemos interrompido durante o verão os encontros jubilares para permitir que o Pontífice descansasse dos numerosos esforços envidados nestes meses, ele voltou a surpreender-nos. Assim, também em julho presidiu plenamente à sua «sexta-feira da misericórdia», e talvez de modo ainda mais admirável.

Gianluca Biccini

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19 de Outubro de 2019

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