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Uma porta sempre aberta

· Com os jornalistas durante a viagem de regresso da Coreia o Papa Francisco renova as esperanças de paz para o continente asiático e para o mundo ·

Quinze respostas, como sempre sem meios-termos nem alquimias linguísticas, às quinze perguntas «abertas». Por mais de uma hora o Papa Francisco «como Daniel na fossa dos leões». Expressão com a qual ele se definiu no já habitual encontro no fim das viagens com os jornalistas que o acompanham. E também na segunda-feira, 18 de Agosto, poucos minutos depois da partida de Seul, o Papa apresentou-se no espaço do avião reservado aos agentes da comunicação e respondeu às perguntas que lhe formularam.

Foram diversos os temas abordados: o sofrimento pela situação iraquiana; o temor de se encaminhar para uma «terceira guerra mundial» mas feita «em etapas»; mais uma condenação à crueldade da tortura, sobretudo quando atinge crianças; a vontade de ir pessoalmente aos lugares onde as populações sofrem e a disponibilidade para ir à China «inclusive amanhã»; as perspectivas da oração pela paz no Médio Oriente; o modo singular de passar as férias no Vaticano; a relação com o Papa emérito; o projecto de uma encíclica «ecológica»; a beatificação do arcebispo de San Salvador D. Óscar Arnulfo Romero; as próximas viagens internacionais.

Naturalmente, o que chamou a atenção da imprensa internacional antes de tudo foram as suas afirmações a propósito da tragédia que se está a consumar no Iraque. Respondendo a uma pergunta sobre o bombardeio das milícias jihadistas, o Papa Francisco disse que julga «lícito impedir o agressor injusto. Mas, frisou a fim de evitar interpretações falsas ou erradas, «sublinho o verbo impedir. Não digo bombardear, fazer guerra, mas impedi-lo». E afirmou que «os meios que se podem usar devem ser avaliados» em conjunto pela comunidade internacional, porque «uma só nação – acrescentou – não pode decidir como se impede um agressor injusto».

O Pontífice voltou a falar sobre o tema dos conflitos que incendeiam vastas áreas do mundo referindo-se à dramática situação em Gaza. Recordou o encontro de oração realizado a 8 de Junho no Vaticano com os presidentes israelita e palestino, considerando-o não «uma falência» mas «uma porta aberta»: a da oração, que deve caminhar ao lado da negociação e do diálogo.

De extrema actualidade também a questão da relação com a China. Um país que tem uma grande história, recordou o Pontífice evocando até o testemunho do missionário jesuíta Matteo Ricci. O povo chinês – disse – é «bom, nobre; um povo sábio que respeitamos».

Perguntaram-lhe inclusive como era o seu relacionamento com Bento XVI. E frisando a normalidade com a qual vive a sua proximidade ao Papa emérito, revelou que o tinha encontrado antes de partir para a Coreia, afirmando: «É um homem de grande sabedoria e ouvi-lo faz-me bem e dá-me coragem».

Texto integral em língua italiana do diálogo com os jornalistas  

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21 de Outubro de 2019

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