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​Uma pena sem esperança não é humana

· Na missa in Cena domini no Regina Coeli o Papa lavou os pés a doze presos ·

«Uma pena que não esteja aberta à esperança não é cristã, não é humana», repetiu o Papa Francisco durante a visita à prisão romana do Regina Coeli, onde na tarde de Quinta-Feira Santa, 29 de março, celebrou a missa in Cena domini lavando os pés a doze presos de diferentes nacionalidades e crenças religiosas: entre eles, oito católicos, dois muçulmanos, um ortodoxo e um budista.

Durante o rito litúrgico presidido na rotunda da prisão o Pontífice pronunciou uma homilia improvisada, recordando que «quem manda deve servir». E «se muitos reis, imperadores, chefes de Estado tivessem compreendido este ensinamento de Jesus e em vez de mandar, de ser cruéis, de matar as pessoas, se se tivessem comportado assim – exclamou – quantas guerras não teriam sido feitas!».

O Papa reafirmou que «Jesus vem para nos servir». E, acrescentou, «o sinal que Jesus nos serve hoje aqui, na prisão do Regina Coeli, é que quis escolher doze de vós, como os doze apóstolos, para lavar os pés». O Senhor, prosseguiu, «arrisca em relação a cada um de nós. Pois bem: Jesus chama-se Jesus, não se chama Pôncio Pilatos. Jesus não sabe lavar-se as mãos: sabe unicamente arriscar».

No final da missa, encontrando-se com os detidos, os agentes, os empregados e os voluntários que trabalham na prisão, Francisco convidou a «renovar sempre o olhar» e a não perder a esperança. «Não se pode conceber uma prisão como esta – disse – sem esperança. Os detidos estão aqui para aprender ou para fazer crescer o “semear a esperança”: não há pena justa alguma se não estiver aberta à esperança». Por isso, insistiu, «a pena de morte não é nem humana nem cristã. Cada pena deve estar aberta à esperança, à reinserção».

Missa celebrada pelo Papa 

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23 de Agosto de 2019

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