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Um organismo fiel à sua missão

· Nota da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre a Congregação para a Evangelização dos Povos ·

Face às notícias que há tempos continuam a difundir-se sobre a Congregação para a Evangelização dos Povos (antigamente chamada «De Propaganda Fide») , considera-se necessário recordar alguns dados objectivos em tutela da boa fama deste importante organismo da Santa Sé e da Igreja Católica.

A Congregação é o órgão que tem a tarefa de dirigir e coordenar em todo o mundo a obra da evangelização e a cooperação missionária (cf. Const. apost. Pastor bonus, 85).

A primeira e fundamental finalidade é portanto guiar e apoiar as jovens Igrejas, situadas em territórios de recente ou escassa evangelização, territórios que por longa tradição estão sujeitos à competência da Congregação em todos os aspectos da vida eclesial.

Por este motivo ele coordena a presença e a acção dos missionários no mundo, submete ao Santo Padre os candidatos ao Episcopado, tem a responsabilidade pela formação do clero local, pelos catequistas e pelos agentes pastorais.

Esta função de orientação é exercida ao mais alto nível dos Membros da Congregação, na maioria Cardeais, muitos dos quais provenientes dos próprios países de missão, que se reúnem periodicamente. Na gestão quotidiana a Congregação é dirigida pelo Cardeal Prefeito e pelos outros Superiores, segundo as respectivas funções.

A fim de desempenhar a própria tarefa, a Congregação dirige e mantém em Roma uma vasta série de estruturas ao serviço da formação, entre as quais se destacam a Pontifícia Universidade Urbaniana (cerca de 1.400 alunos no corrente ano académico) e diversos Colégios, nos quais estudam actualmente cerca de 150 seminaristas, 360 sacerdotes, 150 religiosas e leigos enviados dos cinco continentes.

Esta vasta obra, que exige uma quantidade não indiferente de recursos financeiros, constitui apenas uma parte do compromisso da Congregação. Sabe-se que ela distribui todos os anos às Igrejas dos territórios que lhe estão sujeitos (1.080 circunscrições) um subsídio ordinário, que em muitos casos representa a principal ou uma das principais fontes de receita para as dioceses, os vicariatos apostólicos, as missões sui iuris, etc. Além disso a Congregação envia anualmente subsídios para a formação do clero local, que para a Santa Sé é instrumento imprescindível para o crescimento e a maturação destas Igrejas, que se situam entre as realidades mais vitais e prometedoras para o futuro da Igreja Católica. Graças à ajuda da Congregação e de outras numerosas obras de apoio às missões por parte dos católicos de todo o mundo um número notável de sacerdotes, seminaristas e outros agentes pastorais pode estudar em Roma, ao lado do Sucessor de Pedro, vivendo uma experiência formativa única, típica da catolicidade, capaz de marcar de modo indelével o futuro serviço às respectivas comunidades.

Além disso, é distribuída anualmente uma quantidade de ajudas para projectos a favor da construção de novas igrejas, instituições pastorais, obras de alfabetização, estruturas hospitalares e de saúde, sobretudo a favor da infância, assim como educativas, muitas vezes nas regiões mais pobres da terra. Toda esta série de iniciativas, e muitas outras, são promovidas e coordenadas pelas Pontifícias Obras Missionárias, no âmbito da Congregação. Se se considera a relação entre o número de funcionários e os recursos distribuídos, poder-se-á verificar com facilidade que os custos de gestão são muito inferiores a qualquer organização internacional comprometida no campo da cooperação (e isto graças à colaboração directa e gratuita, em todo o mundo, por parte dos Bispos, Nunciaturas Apostólicas, organizações católicas).

A Congregação para a Evangelização dos Povos obtém os seus recursos principalmente da colecta do Dia Missionário Mundial, totalmente distribuída através das Pontifícias Obras Missionárias nacionais e, em segundo lugar, pelos rendimentos do próprio património financeiro e imóvel. O património formou-se no curso dos decénios graças a numerosas doações de benfeitores de todas as categorias, que quiseram deixar parte dos seus bens ao serviço da causa da Evangelização.

A valorização deste património é naturalmente uma tarefa exigente e complexa, que se deve servir da consultoria de pessoas peritas sob diversos perfis profissionais e que, como em todas as operações financeiras, pode estar exposto também a erros de avaliação e às flutuações do mercado internacional.

Portanto, como testemunho do esforço para uma correcta gestão administrativa e da crescente generosidade dos católicos, este património continuou a incrementar-se. Ao mesmo tempo, no decurso dos últimos anos, foi-se afirmando progressivamente a consciência da necessidade de melhorar a rentabilidade e, para esta finalidade, foram instituídas estruturas e procedimentos destinados a garantir uma gestão profissional em sintonia com os modelos mais progredidos.

Com a presente nota pretende-se recordar a todos a identidade, o valor e o profundo significado de uma instituição vital para a Santa Sé e para toda a Igreja Católica, que corresponde ao mandamento de Jesus: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15). Ela mereceu e merece o apoio de todos os católicos e de quantos se preocupam pelo bem do homem e do seu desenvolvimento integral.

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20 de Outubro de 2019

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