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Um novo modo de pensar como cristãos não conformistas

· Lectio divina de Bento XVI para os seminários da diocese de Roma ·

Um novo modo de pensar como cristãos não conformistas foi recomendado por Bento XVI aos seminaristas da diocese de Roma, durante a Lectio divina que teve lugar no final da tarde de ontem, quarta-feira, 15 de Fevereiro.

A ocasião foi a tradicional visita ao Pontifício Seminário Romano Maior, para a festa patronal de Nossa Senhora da Confiança. Na circunstância o Papa falou durante cerca de vinte minutos, improvisando uma reflexão sobre o trecho da carta aos Romanos (12, 1-2) proclamado pouco antes. Depois de ter recordado que nos seminaristas está «a Igreja de amanhã, a Igreja que vive sempre», o Pontífice frisou que, como acontecia na época do apóstolo Paulo, também hoje se fala muito da Igreja de Roma. «Esperamos – desejou – que se fale também da nossa fé, da fé exemplar desta Igreja». Para Bento XVI, aliás, os temas de actualidade oferecidos pela leitura foram vários. Começando pelo facto de que ela chama ao «anticonformismo cristão». Isto – explicou – não significa que os cristãos fujam do mundo mas, ao contrário, se deixem transformar pela sua fé para deste modo mudar o mundo. A este propósito esclareceu que a palavra «mundo» tem dois significados distintos: a criação, amada por Deus até ao ponto de se entregar a si mesmo para a sua salvação; mas também o mundo representado pelos poderes do mal que reflectem o pecado original. E Bento XVI indica hoje este segundo aspecto em dois grandes poderes: as finanças e os meios de comunicação. Necessários porque em si são «úteis e bons», mas ambos são «a tal ponto abusáveis que com frequência se tornam o contrário das suas verdadeiras intenções». Portanto, contra o conformismo da submissão a este poderes, o Papa reafirmou a importância do ser em relação ao ter. «Não pretendemos – disse aos futuros sacerdotes de Roma – ser sempre louvados, queremos não a aparência, mas a verdade», porque – concluiu – só «isto nos dá a verdadeira liberdade da necessidade de agradar, de falar como o povo pensa».

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22 de Setembro de 2019

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