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Um nome cristão  para um novo nascimento

· No Angelus o pensamento do Papa à população do Haiti um ano após o terramoto ·

Saudação aos parlamentares italianos empenhados a favor da liberdade religiosa

O nome cristão dado aos pequeninos baptizados é o «sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer “de novo” o homem do seio da Igreja», afirmou o Papa no Angelus de domingo, 9 de Janeiro, na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja celebra o Baptismo do Senhor, festa que conclui o tempo litúrgico do Natal. Este mistério da vida de Cristo mostra visivelmente que a sua vinda na carne é o acto sublime de amor das Três Pessoas divinas. Podemos dizer que deste acontecimento solene a acção criadora, redentora e santificadora da Santíssima Trindade será cada vez mais explícita na missão pública de Jesus, no seu ensinamento, nos milagres, na sua paixão, morte e ressurreição. De facto, lemos no Evangelho segundo Mateus que «uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que os céus se Lhe abriram e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E uma voz vinda do céu, dizia: “Este é o Meu Filho muito amado, no Qual pus toda a Minha complacência”» (3, 16-17). O Espírito Santo «habita» no Filho e testemunha a sua divindade, enquanto a voz do Pai, proveniente do céu, expressa a comunhão de amor. «A conclusão da cena do baptismo diz-nos que Jesus recebeu esta “unção” autêntica, que Ele é o Ungido esperado» (Jesus de Nazaré, 2007, 47-48), como confirmação da profecia de Isaías: «Eis o Meu servo, que eu amparo, o meu eleito, no qual a Minha alma se deleita» (42, 1). É verdadeiramente o Messias, o Filho do Altíssimo que, saindo das águas do Jordão, estabelece a regeneração no Espírito e dá a possibilidade, a quantos o quiserem, de se tornarem filhos de Deus. De facto, não é por acaso que cada baptizado adquire o carácter de filho a partir do nome cristão, sinal inconfundível de que o Espírito Santo faz nascer «de novo» o homem do seio da Igreja. O beato Antonio Rosmini afirma que «no baptizado se realiza uma acção secreta mas muito poderosa, mediante a qual ele é elevado à ordem sobrenatural, é posto em comunicação com Deus» (Del principio supremo della metodica..., Turim, 1857, n. 331). Tudo isto se realizou de novo esta manhã, durante a celebração eucarística na Capela Sistina, onde conferi o sacramento do Baptismo a 21 recém-nascidos.

Queridos amigos, o Baptismo é o início da vida espiritual, que encontra a sua plenitude por meio da Igreja. No momento propício do Sacramento, enquanto a Comunidade eclesial reza e confia a Deus um novo filho, os pais e os padrinhos comprometem-se a acolher o recém-baptizado apoiando-o na formação e na educação cristã. Esta é uma grande responsabilidade, que deriva de um grande dom! Por isso, desejo encorajar todos os fiéis a redescobrir a beleza de ser baptizados e a dar jubiloso testemunho da própria fé, para que esta fé gere frutos de bem e de concórdia.

Pedimo-lo por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Ajuda dos cristãos, à qual confiamos os pais que se estão a preparar para o Baptismo dos seus filhos, assim como os catequistas. Toda a comunidade participe da alegria do renascimento na água e no Espírito Santo!

No final da oração mariana o Papa saudou em várias línguas os fiéis presentes na praça de São Pedro, dirigindo especiais palavras à população do Haiti e a um grupo de parlamentares italianos.

No contexto da oração mariana, desejo dirigir uma particular recordação à população do Haiti, após um ano do terrível terramoto, ao qual infelizmente se seguiu também uma grave epidemia de cólera. O Cardeal Robert Sarah, Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, vai hoje à ilha caraíbica, para expressar a minha constante proximidade e a de toda a Igreja.

Saúdo o grupo de Parlamentares italianos aqui presentes, e agradeço-lhes o compromisso, partilhado com outros colegas, a favor da liberdade religiosa. Com eles saúdo também os fiéis coptas aqui presentes aos quais renovo a minha proximidade.

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Praça De São Pedro

19 de Agosto de 2019

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