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Um mundo de irmãos para construir a civilização do amor

· No Angelus o Papa invoca Maria Rainha de paz para reter a lógica absurda da violência ·

«Todos os homens se convençam que neste mundo nos devemos ajudar uns aos outros para construir a civilização do amor». Desejou Bento XVI durante o Angelus de domingo, 22 de Agosto, em Castel Gandolfo, invocando a paz «sobretudo onde mais enfurece a lógica absurda da guerra».

Amados irmãos e irmãs!

Oito dias depois da solenidade da sua Assunção ao Céu, a liturgia convida-nos a venerar a Bem-Aventurada Virgem Maria com o título de «Rainha». A Mãe de Cristo é contemplada coroada pelo seu Filho, isto é, associada à sua Realeza universal, tal como a representam numerosos mosaicos e quadros. Também esta memória se celebra este ano no domingo, adquirindo uma maior luz da Palavra de Deus e da celebração da Páscoa semanal. Em particular, o ícone da Virgem Maria Rainha encontra um significativo confronto no Evangelho de hoje, onde Jesus afirma: «E há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos» (Lc 13, 30). Esta é uma expressão típica de Cristo, narrada várias vezes pelos Evangelistas – também com fórmulas semelhantes – porque evidentemente reflecte um tema querido à sua pregação profética. Nossa Senhora é o exemplo perfeito desta verdade evangélica, isto é, que Deus abaixa os soberbos e os poderosos deste mundo e eleva os humildes (cf. Lc 1, 52).

A pequena e simples jovem de Nazaré tornou-se a Rainha do mundo! Esta é uma das maravilhas que revelam o coração de Deus. Naturalmente a realeza de Maria é totalmente relativa à de Cristo: Ele é o Senhor, que, depois da humilhação da morte de cruz, o Pai exaltou acima de qualquer criatura no céu, na terra e debaixo da terra (cf. Fl 2, 9-11). Por um desígnio de graça, a Mãe Imaculada foi plenamente associada ao mistério do Filho: à sua Encarnação; à sua vida terrena, primeiro escondida em Nazaré e depois manifestada no mistério messiânico; à sua Paixão e Morte; e por fim, à glória da Ressurreição e Ascensão ao Céu. A Mãe partilhou com o Filho não só os aspectos humanos deste mistério, mas, por obra do Espírito Santo nela, também a intenção profunda, a vontade divina, de modo que toda a sua existência, pobre e humilde, foi elevada, transformada e glorificada passando através da «porta estreita» que é o próprio Jesus (cf. Lc 13, 24). Sim, Maria foi a primeira que passou através do «caminho» aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, a quantos confiam na Palavra de Deus e se comprometem a pô-la em prática.

Na história das cidades e dos povos evangelizados pela mensagem cristã são numerosos os testemunhos de veneração pública, em certos casos até institucional à realeza da Virgem Maria. Mas hoje queremos sobretudo renovar, como filhos da Igreja, a nossa devoção Àquela que Jesus nos deixou como Mãe e Rainha. Confiemos à sua intercessão a oração quotidiana pela paz, sobretudo onde mais enfurece a lógica absurda da violência; para que todos os homens se convençam de que neste mundo devemos ajudar-nos uns aos outros como irmãos para construir a civilização do amor. Maria, Regina pacis, ora pro nobis!

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25 de Agosto de 2019

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