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Um futuro sem ódio nem vingança

· A busca da unidade e da paz no centro do segundo dia da viagem papal à Colômbia ·

Para pôr fim ao tempo do ódio na Colômbia não pode faltar o esforço de todos os componentes da sociedade. Porque a busca da paz «é um trabalho sempre aberto» e «uma tarefa que não dá trégua», recordou o Papa Francisco no primeiro discurso público pronunciado no país latino-americano, ao qual chegou na quarta-feira dia 6 de setembro. Dirigindo-se às autoridades políticas, civis e religiosas – saudadas no palácio presidencial de Bogotá na quinta-feira 7 – o Pontífice pediu para salvaguardar «a unidade da nação» deixando de lado a «busca de interesses particulares e a curto prazo» e trabalhar pela «convivência pacífica» e a «cultura do encontro, que exige que se ponha no centro de cada ação política, social e económica a pessoa humana».

Um tema, o da reconciliação, que serviu de fio condutor para os diversos encontros do segundo dia da viagem. Também aos numerosos jovens que o ouviram do lado de fora do palácio cardinalício o Papa confiou a tarefa de «construir a nação que sempre sonhámos», contando sobretudo com a capacidade de «perdoar quantos nos feriram» e «deixar para trás o que nos ofendeu». E a missão de ser artesãos de comunhão para poder «falar aos corações de todos» foi relançada por Francisco no discurso aos bispos do país. «Não sois técnicos nem políticos, sois pastores» advertiu o Pontífice, com uma chamada precisa ao dever de acompanhar a inteira sociedade colombiana rumo «à paz definitiva, à reconciliação, para o repúdio da violência como método, ao superamento das desigualdades que estão na raiz de muitos sofrimentos, para a renúncia à estrada fácil mas sem saída da corrupção».

Foi longa e articulada a reflexão que o Papa ofereceu aos membros do Celam, a partir da redescoberta da herança pastoral de Aparecida para pôr fim aos desafios que aguardam a Igreja no continente. Uma Igreja chamada hoje a ser «sacramento de unidade e de esperança». Porque, explicou, «o nosso maior desafio é falar ao homem». E os cristãos devem aprender a «reapropriar-se dos verbos que o Verbo de Deus conjuga na sua missão divina: sair para encontrar, sem passar além; inclinar-se sem indolência; tocar sem medo».

Na sexta-feira 8 o Pontífice foi a Villavicencio, onde estão em programa a beatificação de dois mártires colombianos – o bispo de Arauca, Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, assassinado a 2 de outubro de 1989, e o sacerdote Pedro María Ramírez Ramos, assassinado a 10 de abril de 1948 – e o grande encontro de oração pela reconciliação nacional.

Discurso às autoridades 

Aos bispos da Colômbia

Ao comité diretivo do Celam 

Aos jovens 

Homilia da missa em Bogotá 

Streaming da viagem do Papa 

Edição em papel

 

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20 de Agosto de 2019

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