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​Um corredor protegido pelas mulheres no Quénia

Na revista Combonifem, Michela Trevisan, narrou uma bonita história de resgate do feminino no Quénia, graças a um programa contra a desflorestação e a 550 mulheres que se reuniram em micro-cooperativas para retomar as rédeas do futuro, da terra e da dignidade. «Jenliza Mwikamba tem 39 anos e dois filhos. Há cinco anos as crianças dormiam no chão e não tinha dinheiro para lhes pagar os estudos. Hoje as crianças dormem numa cama e frequentam regularmente a escola»: Jenliza produz e vende cestas coloridas. A sua história é comum a outras mulheres que vivem em Kasigau Corridor Project, uma área protegida com vastas florestas numa extensão de mais de dois mil quilómetros quadrados no distrito de Taita Taveta, no sudoeste do Quénia. Uma ampla faixa de território que separa os dois parques nacionais Tsavo Leste e Tsavo Oeste, salva da desflorestação e da degradação graças ao programa das Nações Unidas para a preservação das florestas, iniciado em 1997. Assim como acontece na África e em muitíssimas zonas pobres do planeta, também aqui, a partir da segunda metade do século XX, para obter ganhos rápidos, as comunidades locais começaram a atacar o território. Extensões cada vez mais amplas de floresta foram queimadas para produzir carvão destinado ao mercado ilegal. Os terrenos desarborizados foram utilizados para cultivar milho, mas a escassez de água obrigou a população a deslocar-se constantemente, abatendo sempre novas porções de bosque para procurar terrenos melhores. Tudo isto arrastou as comunidades locais para o abismo da pobreza: os homens abandonaram-se ao álcool e muitas mulheres, para sustentar a família, iniciaram a prostituir-se. Mas foi precisamente a partir das mulheres que começou o renascimento, que em breve contagiou a comunidade inteira. 

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20 de Agosto de 2019

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