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Um caminho quaresmal
rico de frutos

· Iniciaram em Ariccia os exercícios espirituais para o Papa e a Cúria romana ·

Desejo a todos que o caminho quaresmal, que acabamos de iniciar, seja rico de frutos; e peço-vos uma recordação na oração por mim e pelos colaboradores da Cúria romana, pois esta tarde começaremos a semana de exercícios espirituais», disse o Papa no final do Angelus recitado com os fiéis presentes na praça de São Pedro ao meio-dia de 10 de março, primeiro domingo da quaresma. Com efeito à tarde o Pontífice, de autocarro, deslocou-se para a casa do Divino Mestre, em Ariccia, onde até sexta-feira, 15 o monge beneditino olivetano Bernardo Francesco Maria Gianni, abade de São Miniato no Monte, fará um ciclo de meditações sobre o tema «“A cidade dos desejos ardentes”. Para olhares e gestos pascais na vida do mundo», inspirando-se nos versos do poeta Mario Luzi (1914-2005) e no “sonho” do presidente municipal Giorgio La Pira (1904-1977) que imaginava Florença como uma nova Jerusalém.

Antes da prece mariana, como de costume Francisco comentou o evangelho do dia (Lc 4, 1-13) sobre a experiência das tentações de Jesus no deserto. Elas, explicou, «indicam três caminhos que o mundo propõe prometendo grandes sucessos». Trata-se, acrescentou, de «três sendas para nos enganar: a avidez da posse – ter cada vez mais – a glória humana e a instrumentalização de Deus»; em síntese, «três caminhos que nos arruinarão».

A primeira, a “avidez da posse” – esclareceu o Papa – «parte da natural e legítima necessidade de se nutrir, de viver, de se realizar, de ser felizes, para nos estimular a acreditar que tudo isso é possível sem Deus». A segunda refere-se «ao caminho da glória humana», pela qual «podemos perder qualquer dignidade pessoal, nos deixamos corromper pelos ídolos do dinheiro, do sucesso e do poder, para obter a própria autorrealização». Por fim, a terceira é relativa à instrumentalização do Senhor «em benefício próprio». E talvez esta seja «a tentação mais subtil: a de querer “puxar Deus para o nosso lado”, pedindo-lhe graças que na realidade servem e servirão para satisfazer o nosso orgulho».

Por conseguinte, continuou o Pontífice, «Jesus, enfrentando diretamente estas provas, vence três vezes a tentação para aderir plenamente ao projeto do Pai», indicando também «os remédios: a vida interior, a fé em Deus, a certeza do seu amor, a certeza de que Deus nos ama, que é Pai, e com esta certeza venceremos qualquer tentação».

Em particular o Papa Francisco chamou a atenção para um aspeto interessante: Jesus ao responder ao tentador não entra em diálogo, mas responde aos três desafios apenas com a palavra de Deus». E eis então a conclusão do Pontífice: «Isto ensina-nos que com o diabo não se dialoga, não se deve falar, apenas se lhe responde com a palavra de Deus».

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23 de Outubro de 2019

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