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Trois femmes puissantes

· O conto ·

Khady é uma jovem viúva africana, estéril. Atirada para a carga de um traficante de homens, procura fugir clandestinamente para a França. Durante o percurso é estuprada, explorada, roubada, vendida e ferida. Porém as páginas mais duras da história de Khady – terceiro e último conto do livro Trois femmes puissantes com o qual Marie Ndiaye, que nasceu na periferia parisiense de pai senegalês e mãe francesa, agora mora em Berlim, venceu o Prémio Goncourt 2009 – são as que narram a violência exercida sobre ela da parte das mulheres da família do defunto marido. «Khady sabia que não existia para elas, porque o seu único filho homem tinha-se casado com ela apesar de se oporem, porque ela não tinha sido capaz de procriar e não tinha ninguém que a protegesse, tinham-na excluído tacitamente (...) da comunidade humana, os seus olhos severos, pouco mais que ranhuras, (...) que a fitavam não faziam distinção alguma entre aquela forma chamada khady e as outras, inumeráveis, das bestas e das coisas que enchiam o mundo». Sozinha e derrotada, Khady nunca será derrotada, porque a salva o seu forte sentido de identidade. Um eu inexpropriável, porque resistir aos abusos é uma arte que a jovem tem a força de aprender. ( @GiuliGaleotti )

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14 de Outubro de 2019

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