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Transformar
os sonhos em futuro

· No circo Máximo e na praça de São Pedro o encontro do Papa com os jovens italianos ·

Os sonhos dos jovens são como «estrelas cintilantes»: um «tesouro» que é necessário «transformar na realidade do futuro». E para o fazer «é preciso ter coragem». Eis uma das exortações mais significativas que o Papa confiou aos milhares de jovens italianos com os quais se encontro na tarde de 11 de agosto e na manhã do dia seguinte, na conclusão da peregrinação nacional organizada pela Conferência episcopal em vista do Sínodo de outubro e da Jornada mundial da juventude em janeiro.

Respondendo a quatro perguntas, na sugestiva moldura do circo Máximo, antes de presidir à vigília de sábado, o Pontífice abordou os temas da identidade das novas gerações, da sua responsabilidade perante o mundo e da busca de sentido no percurso de fé. Acrescentando considerações pessoais ao texto preparado, Francisco comparou os sonhos e os receios dos jovens, frisando que os sonhos «assustam os adultos», pois «quando um jovem sonha vai longe», enquanto os adultos muitas vezes deixam de sonhar e de arriscar. Assim, os sonhos dos jovens acabam por colocar «em crise as escolhas dos adultos. Mas não deixeis que roubem os vossos sonhos», exortou, propondo como modelo Francisco de Assis, «um rapaz de vinte ou vinte e dois anos, que começou a sonhar alto e mudou a história da Itália». Eis a exortação do Pontífice: «O jovem que é capaz de sonhar, torna-se mestre com o testemunho. Não deixeis de sonhar», e duas admoestações: primeiro, para sonhar não serve «comprar comprimidos» — aliás, «eles adormecem o teu coração, queiram os teus neurónios, estragam a tua vida» — e, segundo, é que não se deve cair na armadilha «do ter, do acomodar-se no bem-estar, deixando de ser um peregrino no caminho dos sonhos. Jovens, sede peregrinos no caminho dos vossos sonhos. Correi o risco de percorrer esta estrada: não tenhais medo!».

Abordando o tema do compromisso e da responsabilidade, o Papa exaltou o valor da liberdade e do amor, pedindo que os pais ajudem os jovens a amadurecer. Enfim, respondendo às grandes interrogações da fé e da busca de sentido, falou sobre a importância do testemunho, com a denúncia do clericalismo como perversão da Igreja que, ««sem testemunho, é somente fumaça».

Em seguida, em silêncio, os jovens rezaram à escuta da palavra de Deus. Testemunhos e cânticos ritmaram a vigília até à reflexão conclusiva do Pontífice, baseada no Evangelho de João. «Caminhando juntos nestes dias — disse Francisco — experimentastes quanto esforço é necessário para acolher o irmão ou a irmã que está ao meu lado, mas também quanta alegria pode oferecer-me a sua presença, se eu a receber na minha vida sem preconceitos nem fechamentos», citando um provérbio africano: «Se quiseres ir rápido, caminha sozinho. Se quiseres ir longe, caminha com alguém».

Na manhã do dia seguinte, depois da missa celebrada pelo presidente da Cei, cardeal Bassetti, na praça de São Pedro, os jovens recitaram a prece dominical com o Papa, que se despediu pedindo-lhes que «sejam protagonistas no bem. Não vos sintais bem — recomendou — quando não praticais o mal; cada um é culpado do bem que podia praticar e não o fez».

Diálogo com os jovens 

Homilia da vigília 

Angelus dominical 

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

19 de Agosto de 2019

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