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Trabalho para todos

· Na audiência aos trabalhadores da siderurgia de Terni o Papa denuncia a falência de uma economia que idolatra o dinheiro ·

Se se quiser resolver o problema gravíssimo do desemprego, comum a muitos países europeus, é necessário mudar o sistema económico actual que, fundado na idolatria do dinheiro, demonstrou não ser capaz de criar emprego. Por esta razão, o Papa Francisco dirigiu-se às «diversas entidades políticas, sociais e económicas» e exortou-as «a favorecer um sistema diferente, baseado na justiça e na solidariedade».

Foi quase um slogan o que o Pontífice reiterou na manhã de quinta-feira, 20 de Março, na sala Paulo VI, diante de milhares de trabalhadores da empresa siderúrgica de Terni e de outras realidades do mundo do trabalho da região: «O trabalho é um bem de todos». Considera-o uma questão de dignidade. E a este propósito narra do seu encontro com alguns jovens desempregados, os quais lhe confidenciaram que embora a solidariedade das pessoas comuns permita que as suas famílias se alimentem, eles precisam sobretudo da «dignidade de levar o pão para casa». Nisto, diz o Papa Francisco, «consiste o trabalho».

Em seguida, voltou a repropor a questão da solidariedade, que corre o risco de desaparecer do dicionário como se fosse «um palavrão». E exclamou: «Não! É importante a solidariedade. Mas a este sistema ela não agrada muito, prefere excluir esta solidariedade humana que garante a todos a possibilidade de desempenhar um trabalho digno. O trabalho é um bem de todos, que deve estar disponível para todos».

Isto não significa esconder a dificuldade de hoje; contudo, afirmou estar convicto de que a situação deve ser «enfrentada com os instrumentos da criatividade e da solidariedade. A criatividade de empresários e artesãos corajosos, que olham para o futuro com confiança e esperança. E a solidariedade entre todos os membros da sociedade, que renunciam a algo, adoptam um estilo de vida mais sóbrio, para ajudar quantos se encontram numa condição de necessidade».

O seu pensamento é sobretudo pelos jovens, pelo seu futuro. Um futuro que inicia nas famílias, onde de qualquer maneira os jovens se formam. Já na manhã de quarta-feira 19 de Março, na audiência geral na praça de São Pedro, repropondo a figura de são José como pai, educador e guardião de Jesus, recomendou aos pais que acompanhem sempre os seus filhos, que estejam «sempre próximos deles, muito próximos», e que os ajudem a crescer «em idade, sabedoria e graça» precisamente como fez são José com o próprio filho.

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21 de Agosto de 2019

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