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Trabalho, casa e terra

· ​Os direitos que devem ser garantidos para um mundo melhor ·

O Papa concedeu uma entrevista ao «Straatnieuws», jornal dos desabrigados de Utrecht, nos Países Baixos, e foi relançada por outros jornais do mundo, consorciados com o International Network of Street Papers que conta 113 membros. Lê-se na entrevista: ainda é cedo quando nos apresentamos no portão de serviço do Vaticano, à esquerda da Basílica de São Pedro. Os guardas suíços foram avisados sobre a nossa chegada e deixam-nos entrar. Devemos ir à Casa de Santa Marta, porque é lá que o Papa Francisco vive. Aquela Casa de Santa Marta provavelmente é o hotel três estrelas mais singular do mundo. Um grande edifício branco no qual pernoitam cardeais e bispos que desempenham o seu serviço no Vaticano ou onde se encontram de passagem e é também a residência de cardeais durante o conclave.

Também ali sabem da nossa chegada. Duas senhoras na recepção, como em todos os hotéis, gentilmente nos indicam uma porta lateral. A sala do encontro já estava preparada. Um espaço bastante grande com uma escrivaninha, um sofá, algumas mesas e cadeiras, é o local da recepção durante a semana do Papa. Depois, inicia a espera. Marc, o vendedor de «Straatnieuws», é o mais tranquilo de todos e espera, sentado numa cadeira, o que vier.

De repente, apresenta-se o fotógrafo oficial. «O Papa está chegando», sussurra-nos. E antes que nos dêssemos conta o Papa Francisco, chefe espiritual de 1, 2 biliões de católicos, entra na sala. Traz consigo um grande envelope branco. «Sentai-vos, amigos», diz com um gesto gentil da mão, «que prazer que estais aqui». O Santo Padre dá a impressão de um homem calmo e amistoso mas, ao mesmo tempo, enérgico e meticuloso. Uma vez sentados desculpa-se pelo facto que não fala holandês. Perdoamo-lo imediatamente.

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18 de Outubro de 2019

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