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Tour europeu para o génio de Vinci

· Multidão de visitantes em fila para ver Leonardo em Madrid, Londres e depois em Paris ·

Todos os dias no Museu do Prado de Madrid, logo após a abertura, forma-se uma pequena multidão diante de um quadro. Todos querem ver de perto a cópia da Mona Lisa de Leonardo que acabou de ser restaurada. Durante centenas de anos esteve pendurada naquela parede, ao lado de outros quadros italianos, numa quase indiferença geral porque era cosniderada uma cópia medíocre. Agora, o restauro evidenciou-lhe a qualidade: por exemplo, no fundo, que permaneceu escuro por séculos, pode-se admirar finalmente a paisagem.

O restauro, que durou dois anos, foi empreendido  na perspectiva da iminente  exposição dedicada a Leonardo  pelo Museu do Louvre. A 13 de Março a Gioconda espanhola irá para Paris  a fim de  ser admirada ao lado da original. No entanto, a análise radiológica revelou que o seu anónimo autor executou as mesmas modificações observadas na Mona Lisa do Louvre. O que significa que devia ser um aprendiz de Leonardo e copiava o original exactamente  enquanto o mestre tentava capturar  o sorriso famoso nas cores.  Portanto, tratar-se-ia da mais antiga cópia  conhecida da Mona Lisa de Leonardo, importante porque realizada juntamente com a original, da qual apresentaria agora pormenores já não visíveis. Depois da exposição parisiense a Gioconda espanhola voltará ao Prado.

A exposição que se concluiu há pouco em Londres sobre Leonardo da Vinci, Painter at the Court of Milan obteve um sucesso extraordinário. Antes da abertura, no início de Novembro, todos os bilhetes já tinham sido vendidos até ao fim de Dezembro e quem quis entrar teve que se pôr na fila desde a madrugada para poder ser um dos quinhentos visitantes admitidos por dia.

Longas filas de pessoas desafiaram o frio em Trafalgar Square para conquistar um bilhete. Normalmente depois de duas horas, obtinham o bilhete para entrar cerca de cinco horas mais tarde. Decidiram abrir inclusive à noite e nos fins de semana  para satisfazer a grande multidão de  visitantes. Febre idêntica também em Janeiro. Foram 323.897 os visitantes que conseguiram entrar.

A exposição merecia. Depois de horas de fila, os visitantes eram recebidos por um bonito sorriso  de mulher desenhado por Leonardo e reproduzido em dimensões monumentais para ornamentar a entrada. A escolha de concentrar-se no período milanês de Leonardo pintor foi particularmente feliz.

O promotor Luke Syson precisou de cinco anos para convencer museus e galerias de todo o mundo a emprestar os seus tesouros. Em Milão Leonardo explorava novos  modos de percepção e representação artística do mundo natural, estudando a anatomia humana e a dinâmica das emoções, e deste modo reinventando iconografias consolidadas há séculos. Temas sacros, como a Virgem com o Menino, e motivos  profanos, como os muitos retratos de homens e mulheres, transformavam-se completamente quando eram tratados pelo mestre genial.  À fase de Milão remontam as duas versões da Virgem das Rochas (do Louvre e da National Gallery de Londres) que, graças à exposição foram visíveis no mesmo ambiente pela primeira vez  após tantos séculos. A Última Ceia foi representada em Londres por uma cópia do aluno Giampietrino e por muitos esboços preparatórios.

Após ter feito publicamente  as próprias conclusões, o promotor Luke Syson sintetizou-nos as suas reflexões. «Uma das finalidades da exposição foi estudar os quadros atribuídos a Leonardo no seu conjunto, para os comparar com os quadros  da escola e os desenhos preparatórios executados por Leonardo e pelos seus alunos. Muitos estudiosos chegaram a conclusões muito diversas. Pessoalmente – e esta é verdadeiramente só a minha opinião – sinto-me agora  mais seguro para afirmar que a versão londrina da Virgem das Rochas é da autoria de Leonardo. Também as figuras e as rochas em primeiro plano da versão da Virgem do Fuso, agora em Edimburgo, da colecção do duque de Buccleuch, para mim são obra do mestre.

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22 de Setembro de 2019

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