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Todos somos preciosos para todos

· Pobreza, riqueza e solidariedade numa reflexão do Papa Francisco ·

Na terça-feira, 25 de Fevereiro, em Roma será apresentado o livro do cardeal eleito Gerhard Ludwig Müller, Povera per i poveri. La missione della chiesa (Città del Vaticano, Libreria Editrice Vaticana, 312 páginas, 20 euros). Além dos escritos do prefeito da Congregação para a doutrina da fé, o livro apresenta um prefácio redigido pelo Papa Francisco e também textos de Gustavo Gutiérrez e do teólogo Josef Sayer. 

«Em si mesmo o dinheiro é um instrumento bom – escreveu o Papa – como quase todas as coisas das quais o homem dispõe: é um meio que amplia as nossas possibilidades. Contudo, este meio pode virar-se contra o homem. De facto, o dinheiro e o poder económico podem ser um meio que afasta o homem do homem, confinando-o num horizonte egocêntrico e egoísta. A mesma palavra aramaica que Jesus utiliza no Evangelho – mamona, isto é, tesouro escondido (cf. Mateus 6, 24; Lucas 16, 13) – faz-nos compreender: quando o poder económico é um instrumento que produz tesouros que conservamos só para nós, escondendo-os dos outros, ele produz iniquidade, perde o seu valor positivo original». Não existem só as pobrezas ligadas à economia, continua o Papa Francisco. Originariamente o homem é pobre, carente e indigente. Quando nascemos, para viver temos necessidade dos cuidados dos nossos pais, e assim em todas as épocas e fases da vida cada um de nós nunca conseguirá libertar-se totalmente das necessidades e da ajuda dos outros, nunca conseguirá afastar de si o limite da impotência diante de alguém ou de algo. Também esta é uma condição que caracteriza o nosso ser «criaturas»: não nos fazemos por nós mesmos e sozinhos não nos podemos dar tudo o que necessitamos. O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como uma virtude indispensável ao próprio viver. «Fiz experiência muito concreta da Igreja pobre para os pobres no Peru – escreve no seu livro o cardeal eleito Gerhard Ludwig Müller – nos slums de Lima e entre os camponeses dos Andes, surpreendendo-me quando, encontrando aquelas pessoas, vi e percebi uma fé cheia de alegria e vida. A fé testemunhada abertamente e transmitida com amor é um dos maiores tesouros destas populações, embora vivam sob o peso de enormes preocupações diárias».

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26 de Fevereiro de 2020

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