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Todas as surpresas de Francisco

· Encontro da Pontifícia Comissão para a América Latina no primeiro aniversário de Pontificado ·

Três palavras-chave para ler o primeiro ano de pontificado de Francisco: pobres, famílias, jovens. Foram sugeridas pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os bispos, ao abrir na tarde de terça-feira, 18 de Março, no auditorium romano de São Pio X, a conferência promovida pela Pontifícia Comissão para a América Latina (Cal) em sinal de «homenagem e compromisso» para com o Pontífice argentino por ocasião do aniversário da eleição.

Durante o encontro o purpurado, que é também presidente da Cal, recordou «o testemunho e o magistério» do bispo de Roma com referência particular à exortação apostólica Evangelii gaudium. Reflectindo sobre a que indicou como prioridade primária do pontificado, os pobres, frisou que «a amplidão» do projecto do Papa «surpreende e ao mesmo tempo preocupa certos âmbitos, que o acusaram de marxismo». Na realidade, com a sua visão da Igreja como «hospital de campo» que «cura os feridos, vítimas de uma batalha áspera», o Pontífice «é guiado pela convicção de que só o Cristo salvador responde deveras aos desafios da pobreza e da injustiça».

Quanto à segunda prioridade, a família, o cardeal revelou que também neste caso a reflexão iniciada na perspectiva do Sínodo dos bispos «apresenta controvérsias e cria expectativas», correndo o risco talvez «de desilusões». Mas «vale a pena – acrescentou – dado que é preciso retomar a apresentação completa da antropologia bíblica e teológica para responder a longo prazo aos desafios actuais da evangelização».

A terceira prioridade é a dos jovens, que hoje – observou – «vivem num mundo novo, o continente digital, no qual nasceram pois conhecem e utilizam espontaneamente as tecnologias de comunicação». Um continente no qual «as pessoas da minha geração se sentem como imigrados ou prófugos», admitiu. E no entanto o Papa Francisco ambientou-se rapidamente neste novo mundo, e «a sua rede de followers torna-se por sua vez transmissora e multiplicadora da sua mensagem evangélica». De facto, o Pontífice é capaz de adaptar «a própria linguagem à cultura virtual dos jovens, mesmo testemunhando sem ambiguidades que Jesus não é uma ideia, um sonho nem um ídolo virtual mas uma pessoa real com a qual se pode viver uma amizade que muda a vida».

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20 de Outubro de 2019

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