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Testemunho em primeira pessoa

· Apresentado livro sobre Fátima durante uma conferência no Instituto português em Roma ·

«É a ti, peregrino, que este livro é dedicado. Foi escrito por quem te acompanhou durante cerca de cinquenta anos em Fátima. Sendo peregrino e contando, pela rádio e pela televisão, o que como peregrino viveu e vive. Há muitos olhares sobre Fátima. Este é como um vitral que só faz sentido visto de dentro para fora. Por isso é mais que uma crónica. É um olhar sobre cada pessoa que constitui uma multidão. E mais que multidão, comunidade. Tem um pouco de história do essencial de Fátima. Tem muito da voz que se prende à Imagem da Virgem e lhe narra em prece toda a sua vida feita de dores e esperanças. É também uma via-sacra que pode ser celebrada perante os muitos quadros existentes no Santuário. O melhor itinerário será o percurso dos Valinhos, onde cada estação é um ato contemplativo nos sereníssimos painéis de pedra branca que nos revelam os passos percorridos por Jesus da condenação à Ressurreição. Contém um conjunto de orações que podem ser rezadas a qualquer hora do dia ou da noite. É um rosário sem contas. Toma, lê e reza».

Peregrinos a caminho do santuário

Assim começa o livro escrito pelo cónego António Rego, «Fátima — Sou peregrino», com o subtítulo «Um percurso espiritual», editora Paulinas, apresentado na tarde de quinta-feira, 16 de março, pelo bispo de Leiria-Fátima, dom António Marto, no Salão nobre do Instituto de Santo António dos Portugueses em Roma. O autor, que trabalhou durante mais de cinquenta anos na rádio e na televisão e que de Fátima fez centenas de reportagens, confessou que quando lhe pediram para escrever um livro «que ajude o peregrino a viver a sua peregrinação a Fátima» sentiu uma certa dificuldade porque, disse, «sobre Fátima está tudo dito e não faltam bons guias para peregrinos». Depois — acrescentou — imaginei-me a entrar no livro também como peregrino. Não ser «um simples narrador, mas alguém que está dentro da experiência espiritual de Fátima e não se separa daquilo que vê, conta e reza. Um ato único».

Trata-se de um livro que é sobretudo um testemunho em primeira pessoa das vivências do peregrino em Fátima. Um magistral «guia do peregrino», publicado simultaneamente em português e italiano, no ano da celebração do Centenário das Aparições que o Papa Francisco irá presidir.

Antes da apresentação, dom António Marto proferiu uma conferência sobre o tema “Fátima: mensagem de Misericórdia e de Esperança para o mundo” na qual frisou a sua atualidade cem anos depois, recordando que a «sombra de Fátima» abrange todo o século XX, «talvez o mais cruel e sangrento da história», e que é nesse trágico quadro que a Virgem aparece em Fátima «como uma visão de paz e uma luz de esperança para a Igreja e para o mundo». Talvez só hoje consigamos compreender «mais profundamente a verdade, a riqueza e toda a extensão desta mensagem», disse, destacando que «é possível vencer o mal, a partir da conversão do coração a Deus pela oração e reparação do pecado humano».

Recordando João Paulo II, que a Fátima foi peregrino três vezes, dom António Marto realçou que a «mensagem é destinada especialmente aos homens do nosso século, marcado pela guerra, ódio e violação dos direitos humanos fundamentais, pelo enorme sofrimento de homens e nações, assim como pela luta contra Deus, até ao ponto de negar a sua existência». Trata-se de uma missão profética que «seria um erro pensar que está concluída», disse citando as palavras de Bento xvi em Fátima em maio de 2010, o qual sublinhou a “promessa consoladora” deixada pela Virgem aos três videntes: “No final, o meu Imaculado Coração triunfará...”.

Por isso, dom António Marto sublinhou a relevância da mensagem de Fátima como «afirmação da primazia de Deus». O apelo à conversão e à reparação, à oração, especialmente a recitação do Terço, o compromisso da Paz, a compaixão pelo sofrimento, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, a abertura à comunhão católica, através da unidade em volta do Papa, que Nossa Senhora dirigiu aos três pastorinhos na Cova da Iria, são outros aspetos fundamentais.

A apresentação teve lugar na presença do embaixador de Portugal junto da Santa Sé, António de Almeida Ribeiro. Estiveram presentes também, além o reitor do Instituto, mons. Agostinho Borges, o chefe do protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, mons. José Avelino Bettencourt, e alguns sacerdotes e leigos portugueses que trabalham em Roma e no Vaticano.

Rosa de Pinho

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