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Temos algo a dizer

· Entrevista ao cardeal John Atcherley Dew, arcebispo de Wellington ·

Periferia do mundo mas não da Igreja: na púrpura que lhe foi conferida pelo Papa Francisco a 14 de Fevereiro o cardeal John Atcherley Dew, arcebispo de Wellington, vê um sinal especial de consideração pela pequena comunidade católica que vive na Nova Zelândia em toda a região do Pacífico. Nesta entrevista ao nosso jornal, o purpurado recorda que se trata de uma Igreja em fase de crescimento. E fala dos novos desafios que a esperam: a imigração, as mudanças climáticas, a hospitalidade a pessoas de diferentes culturas e religiões.

O senhor é o quarto cardeal na história do seu país. Como julga a escolha do Papa Francisco?

A minha nomeação como cardeal é sobretudo um reconhecimento à Igreja católica na Nova Zelândia. Considero que, indo ao encontro de Igrejas numérica e geograficamente pequenas — como a neozelandesa ou a do cardeal Soane Patita Paini Mafi, bispo de Tonga no Pacífico — o Pontífice quer demonstrar que as comunidades eclesiais na Oceânia têm uma contribuição para oferecer à vida da Igreja. Nessa parte do mundo existem problemas, como as mudanças climáticas e o tráfico de seres humanos, sobre os quais podemos dizer algo. Acho que, nomeando cardeais provenientes de lugares como a Nova Zelândia e Tonga, o Papa reitera que a Igreja é deveras universal.

Como enfrentais os desafios apresentados pelo fenómeno migratório?

Deve-se considerar que o desafio da migrações apresenta outros, que exortam o nosso clero e as nossas paróquias a assumir um compromisso. É preciso ter consciência de que as pessoas nos procuram com a bagagem religiosa que lhes é própria, encerrada inclusive em determinadas expressões cultuais e devocionais. Entendendo as suas tradições, procuramos acolhê-los na nossa sociedade e inseri-los naquilo que fez da Nova Zelândia o país que hoje é.

As consequências cada vez mais graves das mudanças climáticas despertam preocupações. Há uma nova atenção à questão ecológica?

Nessa parte do mundo e em muitas ilhas do Pacífico o perigo da elevação do nível dos mares causa grande preocupação. Muitos católicos, especialmente os jovens, já conhecem bem as questões relativas à ecologia. O nosso papel consiste em encorajar as pessoas a ter maior consciência, procurando formas de ajudar a reconhecer que todo o ambiente em que vivemos é um dom de Deus e portanto temos o dever de o preservar.

Nicola Gori

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15 de Dezembro de 2019

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