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Submersos
e explorados

· No mundo quase 46 milhões de pessoas reduzidas em escravidão ·

No mundo quase 46 milhões de pessoas vivem em estado de escravidão. Destas, 1.243.400 (2,7 por cento) encontram-se na Europa. Contudo, é a Ásia que detém o triste primado, com dois terços dos explorados. Acabam nas malhas desta engrenagem terrível sobretudo as mulheres, as crianças e os migrantes: os mais sujeitos ao tráfico de seres humano. Foi traçado um quadro geral do fenómeno no último relatório da Walk Free Foundation, que todos os anos publica o Global Slavery Index, cobrindo 167 países. 

O relatório contém 42.000 entrevistas realizadas em 53 línguas diversas, correspondentes a 44 por cento da população mundial. O dado mais preocupante é que a escravidão não diminui, aliás aumenta: no último ano mais de dez milhões de pessoas tornaram-se escravas, obrigadas a viver em condições terríveis de exploração e atraso. A Índia confirma ser o país com o número mais elevado de escravos (18,3 milhões), mas a resposta do seu Governo ao problema — dizem os analistas australianos — está a reforçar-se. Mas a chaga é generalizada: na China encontram-se 3,39 milhões de escravos, no Paquistão 2,13, em Bangladesh 1,53 e no Uzbequistão 1,23 milhões. Juntos, estes cinco países representam quase 58 por cento da população escravizada no mundo, praticamente 26,6 milhões de pessoas. À Ásia é atribuído também outro primado, o da incidência da escravidão sobre a população: na Coreia do Norte 4,37 por cento dos habitantes está nestas condições, e ainda faltam medidas adequadas do Governo. Em seguida vem o Uzbequistão (3,97 por cento dos habitantes) e o Camboja (1,65). Os canais através dos quais os novos escravos são cooptados são sobretudo o tráfico de seres humanos, o trabalho forçado, a submissão pelas dívidas, o matrimónio forçado, a exploração sexual para fins comerciais.

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16 de Novembro de 2019

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