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Sombras brancas

· O film ·

Homem contra a natureza. E, sobretudo, mulher contra a natureza. É uma luta desigual a que é narrada pela película de Nicholas Ray e ambientada no Polo Norte, Ombre bianche (1959). Uma luta em que se inserem, com êxitos desastrosos, a civilização e as leis ocidentais.

Num universo selvagem e quase desabitado, o caçador Inuk (Anthony Quinn) escolhe Asiak como companheira de vida e, com generosidade, começa a viver com eles também sua mãe, «uma velha inútil». Pauti, sem forças e sem dentes – a filha deve mastigar para ela cada bocado – é só um peso e quando Asiak está para dar a luz o filho, o seu destino torna-se inexorável: como é tradição do seu povo, é abandonada no meio do gelo. No livro sobre o qual o filme se inspirou – Il paese delle ombre lunghe de Hans Ruesch - o episódio tem um conclusão diferente. Asiak e o marido, que nunca conheceram um recém-nascido, vendo a sua criança sem dentes ficam angustiados e pensam matá-lo. Então, a velha Pauti recorre a um estratagema que a possa tornar de novo útil: promete ao casal que em poucas Estações, com a ajuda das Forças da Neve, ela o teria curado. E assim salva a vida ao neto e prolonga a sua. Depois, tudo corre como deve ser. No bem e no mal: aparecem os dentes e Pauti torna-se presa dos ursos. Tudo segundo uma lógica abominável (mas, reparando bem, não totalmente superada) para os leitores de outras latitudes e de outros tempos. (@silviagusmano)

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23 de Novembro de 2019

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