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Sobre os fundamentos dos apóstolos

· Alocução mariana no final da celebração eucarística para a solenidade dos padroeiros de Roma ·

No final da celebração eucarística de terça-feira, 29 de Junho, o Papa recitou o Angelus com os fiéis presentes na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje a Igreja de Roma festeja as suas santas raízes, celebrando os Apóstolos Pedro e Paulo, cujas relíquias estão conservadas nas duas Basílicas a eles dedicadas e que ornamentam a inteira Cidade amada pelos cristãos residentes e peregrinos. A solenidade foi iniciada ontem à tarde com a oração das primeiras Vésperas na Basílica Ostiense. A liturgia do dia repropõe a profissão de fé de Pedro em relação a Jesus: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» ( Mt 16, 16). Não é uma declaração fruto de raciocínio, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia, como confirma o próprio Jesus, dizendo: «não foram a carne nem o sangue quem to revelaram» ( Mt 16, 17). Simão Pedro estava tão próximo do Senhor que se tornou ele mesmo uma rocha de fé e de amor sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja e a «tornou – como observa São João Crisóstomo – mais forte do que o próprio céu» ( Hom. in Matthaeum 54, 2: pg 58, 535). Com efeito, o Senhor conclui dizendo: «Tudo quanto ligares na terra ficará ligado nos céus, e tudo quanto desligares na terra será desligado nos céus» ( Mt 16, 1 9).

São Paulo –  de quem recentemente celebrámos o bimilénio do nascimento – com a Graça divina difundiu o Evangelho, semeando a Palavra de verdade e de salvação  entre os povos pagãos. Os dois Santos Padroeiros de Roma, embora tenham recebido de Deus carismas diversos e missões diferentes para cumprir, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica, «permanentemente aberta à dinâmica missionária e ecuménica, porque enviada ao mundo a anunciar e testemunhar, actualizar e propagar  o mistério de comunhão que a constitui» (Congregação para a Doutrina da Fé, Communionis notio, 28 de Maio de 1992, n. 4, aas 85 [1993], 840). Por isso, durante a Santa Missa desta manhã na Basílica Vaticana, entreguei a 38 Arcebispos Metropolitanos o Pálio , que simboliza tanto a comunhão com o Bispo de Roma, como a missão de  apascentar com amor o único rebanho de Cristo.  Nesta  solene celebração, desejo agradecer de coração também à Delegação do Patriarcado Ecuménico, o testemunho do vínculo espiritual entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla.

O exemplo dos Apóstolos Pedro e Paulo ilumine as mentes e acenda nos corações dos crentes o santo desejo de realizar a vontade de Deus, a fim de que a Igreja peregrina sobre a terra seja cada vez mais fiel ao seu Senhor. Dirijamo-nos com confiança à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, que do Céu guia e apoia o caminho do Povo cristão.

Saudando os grupos presentes, o Papa proferiu estas palavras em português:

Uma cordial saudação para os Arcebispos Metropolitas de Angola e do Brasil que acabaram de receber o pálio, e também para os familiares e amigos que os acompanham. A Santíssima Virgem guie e proteja maternalmente a cada um deles e ao Rebanho que lhes foi confiado.

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21 de Outubro de 2019

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