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Sob a salvaguarda da Virgem toda a humanidade encontra refúgio

· No Angelus o Papa sublinhou o papel da Mãe de Deus na história da salvação ·

Sob a salvaguarda de Maria, toda a humanidade encontra refúgio, ressaltou o Papa no Angelus da solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem, recitado ao meio-dia de domingo 15 de Agosto, no Palácio Pontifício de Castel Gandolfo.

Estimados irmãos e irmãs

Hoje, na solenidade da Assunção da Mãe de Deus ao Céu, celebramos a passagem da condição terrena à bem-aventurança daquela que gerou na carne e acolheu na fé o Senhor da Vida. A veneração pela Virgem Maria acompanha desde o início o caminho da Igreja e já a partir do século iv aparecem várias festas marianas: em algumas delas é exaltado o papel da Virgem na história da salvação, e em outras são celebrados os momentos principais da sua existência terrestre. O significado da festa hodierna está contido nas palavras conclusivas da definição dogmática promulgada pelo Venerável Pio XII no dia 1 de Novembro de 1950, cujo sexagésimo aniversário é celebrado no corrente ano: «A imaculada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, ao terminar o curso da sua vida terrena, foi levada de alma e corpo à glória celestial» (Constituição apostólica Munificentissimus Deus, em aas 42 [1959], 770).

Artistas de todas as épocas pintaram e esculpiram a santidade da Mãe do Senhor, adornando igrejas e santuários. Poetas, escritores e músicos tributaram honra à Virgem com hinos e cânticos litúrgicos. Do Oriente ao Ocidente, a Toda Santa é invocada como Mãe celeste, com o Filho de Deus no colo e sob cuja salvaguarda toda a humanidade encontra refúgio: «Sob a tua tutela nós procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus: não desprezes as nossas súplicas, de nós que estamos a passar pela provação, mas liberta-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita».

E no Evangelho da solenidade do dia de hoje, São Lucas descreve o cumprimento da salvação através da Virgem Maria. Ela, em cujo ventre se fez pequenino o Todo-Poderoso, depois do anúncio do Anjo, sem qualquer hesitação, vai depressa visitar a sua parente Isabel, para lhe anunciar o Salvador do mundo. E, com efeito, «quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou de alegria no seu seio... [e] ficou cheia do Espírito Santo» ( Lc 1, 41); reconheceu a Mãe de Deus «aquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor» ( Lc 1, 45). As duas mulheres, que esperavam o cumprimento das promessas divinas, agora prelibavam a alegria da vinda do Reino de Deus, o júbilo da salvação.

Caros irmãos e irmãs, confiemos-nos Àquela que – como afirma o Servo de Deus Paulo VI – «tendo subido ao Céu, não abandonou a sua missão de intercessão e de salvação» (Exortação apostólica Marialis cultus, 18 em aas 66 [1974], 130). A Ela, guia dos Apóstolos, sustentáculo dos Mártires, luz dos Santos, dirijamos a nossa oração, suplicando-lhe que nos acompanhe nesta vida terrena, que nos ajude a olhar para o Céu e que nos receba um dia ao lado do seu Filho Jesus.

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18 de Agosto de 2019

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