Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Só com a paz há futuro

· O Papa denuncia a mundanidade que fez o Natal seu refém e na mensagem urbi et orbi recorda as vítimas do terrorismo ·

«Só com a paz há a possibilidade de um futuro para todos»: foi quando reafirmou o Papa Francisco na tradicional mensagem natalícia dirigida à cidade e ao mundo da varanda da bênção da basílica de São Pedro. Foi com o pensamento «em todos os povos, sobretudo nos feridos pela guerra e por ásperos conflitos», que o Pontífice, ao meio-dia de domingo 25 de dezembro, concedeu a bênção e ofereceu aos quarenta mil fiéis presentes na praça de São Pedro uma releitura das páginas mais dramáticas de 2016.

Em particular rezou por «quem está ferido ou perdeu uma pessoa querida por causa de desumanos atos de terrorismo» e pelos «nossos irmãos e irmãs abandonados e excluídos», por «quantos sofrem a fome» ou «são vítimas de violências». Por conseguinte, juntamente com eles recordou «os prófugos, os migrantes, os refugiados e as vítimas do tráfico das pessoas» além dos «povos que sofrem devido às ambições económicas de poucos», como «quem está marcado pelas dificuldades sociais e económicas e quem sofre as consequências dos terramotos ou de outras catástrofes naturais». Por fim invocou paz para as crianças, precisamente no dia «em que Deus se faz menino», sobretudo para «as que são privadas das alegrias da infâncias devido à fome, às guerras e ao egoísmo».

De resto, são tantas as situações nas quais reinam a violência e o conflito. Francisco recordou-as todas: da «martirizada Síria, onde demasiado sangue foi derramado, sobretudo na cidade de Alepo», à «amada Terra Santa, escolhida e predileta de Deus»; do Iraque à Líbia, do Iémen à Nigéria, «onde o terrorismo fundamentalista explora até as crianças para perpetrar horror e morte»; do Sudão do Sul à República Democrática do Congo, da Ucrânia oriental, à Colômbia e à Venezuela; do Mianmar à península coreana. Mas a esperança que o Natal traz não é vã, e graças a Deus, observou o Papa, há no mundo tantos homens que trabalham todos os dias, com discrição e paciência, na família e na sociedade para construir um mundo mais humano e justo».

Anteriormente, na Missa do Galo, o Pontífice denunciou a «mundanidade» que «fez o Natal seu refém» exortando com vigor a «libertá-lo» desta prisão. «Se quisermos festejar o verdadeiro Natal – disse – contemplemos a simplicidade frágil de um pequenino recém-nascido» que «vem na pobreza de uma estrebaria; não na ostentação da aparência, mas na simplicidade; não no poder, mas numa pequenez que surpreende». Eis por que, explicou, «o Menino que nasce nos chama a deixar as ilusões do efémero para ir ao essencial. Deixemo-nos interpelar – foi o seu convite – pelas crianças que hoje não estão num berço nem são acariciadas pelo afeto de uma mãe e de um pai, mas jazem nas miseráveis «manjedouras de dignidade»: no refúgio subterrâneo para sobreviver aos bombardeamentos, nas margens das estradas das grandes cidades, no fundo de um barco sobrecarregado de migrantes».

Por fim, na manhã de segunda-feira 26, solenidade de Santo Estêvão, o Papa recitou com os fiéis o Angelus, recordando os tantos cristãos que ainda hoje são perseguidos por causa da fé.

Homilia da missa do Galo 

Mensagem à cidade e ao mundo 

Angelus de 26 de dezembro 

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

19 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS