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Sete obras de misericórdia

· ​O filme ·

A imigrante ilegal Luminita (Olimpia Melinte) sobrevive graças a furtos praticados contra pessoas que vivem em dificuldade, pelo menos tanto quanto ela mesma. E para obter documentos falsos chega até a raptar um idoso enfermo (Roberto Herlitzka). No entanto, o encontro entre os dois abrirá, talvez, um inesperado vislumbre de humanidade. Sete obras de misericórdia (2012), filme dos irmãos Gianluca e Massimiliano De Serio, situa-se a meio caminho entre o cinema dos irmãos Dardenne, pelo estilo e pela atenção às temáticas sociais, e o de Pier Paolo Pasolini, pelo modo de enquadrar a subclasse no contexto de categorias cristãs. A tentativa é arriscada: confirmar a necessidade da misericórdia através da sua negação provocante. Com efeito, os capítulos do filme são cadenciados pelos nomes das sete misericórdias corporais, que no entanto são contraditas sistematicamente na tela do cinema. E a constatação de que uma mulher é protagonista de determinados gestos torna a provocação ainda mais forte. Em diversas ocasiões, o discurso corre o risco de se tornar abstracto e programático, mas depois encontra a substância necessária no reflexo de uma catarse final. (emilio ranzato

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16 de Julho de 2019

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