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Sem Jesus não há Natal

· ​O Papa denunciou a desvirtuação da festa na Europa em nome de um falso respeito que esconde a vontade de marginalizar a fé ·

«Na nossa época, sobretudo na Europa, assistimos a uma espécie de “desvirtuação” do Natal» que «em nome de um falso respeito», demasiadas vezes «esconde a vontade de marginalizar a fé»; ao passo que «na realidade, sem Jesus não há Natal; é outra festa». Eis quanto remarcou com força o Papa na audiência geral realizada na Sala Paulo VI na manhã de quarta-feira, 27 de novembro, no dia seguinte às festividades natalícias.

Em particular, o Pontífice sublinhou que «se no centro estiver» o Menino «então também as luzes, os sons, as várias tradições», em síntese tudo o «que está à volta concorre para criar a atmosfera da festa». Mas «se O tirarmos, a luz apaga-se e tudo se torna falso».

Trata-se de um tema que ressoou também durante a mensagem urbi et orbi dirigida no dia de Natal da varanda da bênção da basílica do Vaticano, durante a qual o Papa frisou como «hoje, enquanto no mundo sopram ventos de guerra e um modelo de desenvolvimento já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental», a solenidade contém uma chamada aos cristãos a olhar para «o sinal do Menino e a reconhecê-lo nos rostos das crianças», especialmente as débeis e indefesas.

E entre estas o Pontífice citou os pequeninos «do Médio Oriente, que continuam a sofrer devido ao agravar-se das tensões entre Israelitas e Palestinianos», com a consequente exortação a invocar a paz «para Jerusalém e para a Terra Santa», em particular «a fim de que entre as partes prevaleça a vontade de recomeçar o diálogo e se possa finalmente chegar a uma solução negociada que permita a coexistência pacífica de dois Estados».

Portanto, Francisco fez referência aos «rostos das crianças sírias, ainda marcados pela guerra que ensanguentou o país ao longo destes anos. Possa a amada Síria – desejou – reencontrar finalmente o respeito da dignidade de cada pessoa, através de um compromisso comum a reconstruir o tecido social independentemente da pertença étnica e religiosa». Sem descuidar também as «crianças do Iraque, ainda ferido e dividido por causa das hostilidade que o envolveram nos últimos quinze anos» e as «do Iémen, onde está em curso um conflito esquecido, com profundas implicações humanitárias sobre a população que sofre a fome e o alastrar-se de doenças». No que diz respeito à África, o Pontífice recordou as crianças «que sofrem no Sudão do Sul, na Somália, no Burundi, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e na Nigéria», manifestando preocupação por todas as crianças que vivem em contextos onde «a paz e a segurança estão ameaçadas». Daqui a oração a fim de que «na península coreana se possa superar as contraposições e aumentar a confiança recíproca» e para que «a Venezuela possa recomeçar um confronto sereno entre as diversas componentes da sociedade em benefício de todo o amado povo venezuelano».

Por fim, não podia faltar um menção também às «crianças que, juntamente com as suas famílias, padecem as violências do conflito na Ucrânia e as suas graves repercussões humanitárias».

Precedentemente, na missa da noite celebrada na basílica de São Pedro, o Papa tinha reafirmado a importância do acolhimento e da hospitalidade em relação aos migrantes.

Audiência geral 

Mensagem natalícia à cidade e ao mundo 

Homilia da missa da Noite  

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15 de Julho de 2018

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