Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Sem freios a violência na Nigéria

· Moção do Parlamento italiano contra a perseguição dos cristãos e a favor da liberdade religiosa onde estiver ameaçada ·

Cento e cinquenta mortos e pelo menos duzentos feridos são o trágico resultado da última onda de violências que está a assolar o norte da Nigéria esta semana, aumentando a dificuldade do Governo federal e o alarme da comunidade internacional. Os atentados de domingo contra três igrejas do Estado de Kaduna, reivindicados pelo Boko Haram, o grupo terrorista de matriz fundamentalista islâmica, foram acompanhados por represálias e vinganças entre as comunidades muçulmana e cristã – sobre as  quais os bispos nigerianos expressam condenação e preocupação – com um balanço global  de 108  mortos. Além disso, entre segunda-feira e ontem, quarenta pessoas, seis militares e 34 militantes do Boko Haram morreram nos conflitos em Damaturu, capital do Estado de Yobe.

Mais de uma vez os bispos nigerianos advertiram sobre a necessidade de   evitar que prevaleça a estratégia terrorista  do Boko Haram, que tem por objectivo radicalizar o ódio inter-religioso. «Se à violência  respondermos com a violência faremos um favor a quem quer destruir um país, que sem o diálogo entre as religiões, os povos e as culturas não pode existir», disse o padre Patrick Alumuku, responsável das comunicações sociais da arquidiocese de Abuja à agência Misma.

Entre as iniciativas internacionais relativas à situação no norte da Nigéria – e mais em geral às violências contra os cristãos no mundo – houve uma moção apresentada à Câmara dos deputados italiana contra a perseguição dos cristãos e a favor da liberdade religiosa onde estiver ameaçada, assinada em unanimidade pelos grupos parlamentares. A moção compromete o Governo «a assumir todas as iniciativas de sua competência a fim de que a perseguição contra os cristãos seja considerada uma emergência internacional gravíssima em todas as assembleias  internacionais e se torne objecto de condenação explícita   e de intervenções coordenadas e eficazes por parte das autoridades e organizações supranacionais».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

18 de Outubro de 2018

NOTÍCIAS RELACIONADAS