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​Segundo o Espírito

· ​Na missa de Pentecostes o Papa pede que não cedamos a compromissos com o pecado e a corrupção ·

E no Regina caeli lança um novo apelo a favor dos refugiados e recorda a primeira guerra mundial

O mundo precisa de homens e mulheres abertos à presença do Espírito, disse o Papa na homilia da missa de Pentecostes presidida na manhã de domingo 24 de Maio na basílica de São Pedro, convidando os fiéis a «lutar contra o pecado sem ceder a compromissos» e «contra a corrupção, que se propaga cada vez mais no mundo».

Ao descrever a obra do Paráclito, o pontífice evocou três verbos – «guia, renova e frutifica» – tirados da Sagrada Escritura. «Aos apóstolos, incapazes de suportar o escândalo da paixão do seu Mestre, o Espírito dará uma nova chave de leitura para os introduzir na verdade e na beleza do evento da salvação», recordou, referindo-se ao primeiro verbo.

Inicialmente «assustados e bloqueados», graças ao Espírito Santo estes homens «já não se envergonharão de ser discípulos de Cristo, não terão mais medo diante dos tribunais humanos» e entenderão «toda a verdade», tornando-se testemunhas da «boa notícia a anunciar a todos».

Quanto ao segundo aspecto, Francisco voltou a propor a necessidade do «respeito pela criação» como «uma exigência da nossa fé»: com efeito, esclareceu, «o “jardim” onde vivemos não nos é confiado para que o exploremos, mas para que o cultivemos e conservemos com respeito». E isto só é possível, acrescentou, «se Adão – o homem modelado com o barro – por sua vez se deixar renovar pelo Espírito Santo, se se deixar plasmar novamente pelo Pai, segundo o modelo de Cristo, novo Adão». Deste modo, «podemos viver a liberdade de filhos, em harmonia com toda a criação, e em cada criatura podemos reconhecer um reflexo da glória do Criador».

Enfim, falando acerca dos frutos do Espírito, o Papa enumerou as «nove virtudes gozosas» identificadas por são Paulo – amor, alegria, paz, magnanimidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si – e alertou contra as atitudes de fechamento aos dons do Paráclito: em especial, aquelas que se manifestam «no egoísmo da própria vantagem, no legalismo rígido, na falta de memória em relação àquilo que Jesus ensinou, no viver a vida cristã não como serviço mas como interesse pessoal». Mas o mundo, concluiu, «precisa da coragem, da esperança, da fé e da perseverança dos discípulos de Cristo».

O tema do Pentecostes foi abordado novamente durante o Regina caeli, recitado pelo Pontífice na praça de São Pedro no final da missa, e concluído com um novo apelo à hospitalidade aos refugiados «que continuam a enfrentar graves sofrimentos e perigos», e com uma recordação do «massacre inútil» provocado há um século pela primeira guerra mundial.

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20 de Agosto de 2019

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